quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Harry Potter e os Talismãs da Morte

Achei este livro, de longe, o pior da série. A autora, de tanto querer criar um fim surpreendente, acabou por retorcer demais a história. E isto para não falar das centenas de páginas de palha de que, para dizer a verdade, não me lembro mesmo nada.
Daí que o filme tenha sido uma alegre surpresa.
Encontramos os três heróis da história já não como adolescentes inconsequentes, mas como jovens adultos. O realizador foi perfeitamente capaz, ao contrário de J. K. Rowling, de nos transmitir a sensação de responsabilidade e a solidão "Frodiana" que lhes pesa nos ombros. Até parece um filme de fantasia a sério.
Harry Potter e os Talismãs da Morte é um filme adulto, muito para além da simples história de crianças que é suposto ser. Para isso também contribui o bom desempenho dos três jovens actores, pelos quais, confesso, não punha as mãos no fogo. Se Ruper Grinth sempre me pareceu o melhor dos três, o único com estaleca para vir a ser um actor a sério, não me parece que possa vir a triunfar, por falta de "sex appeal". Notei, no entanto, uma melhoria significativa em Daniel Radcliffe, talvez o único dos três que pense a sério numa carreira de actor. E quanto a Emma Watson, que sempre me pareceu a mais fraca do trio, desenvolveu-se definitivamente, e aparenta, ao contrário dos outros dois, que vai ter beleza qb para as câmaras. Pode ser que se torne a grande vencedora de tudo isto.
Mais um filme a ver, sem dúvida.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O mundo moderno

Ouvida, o outro dia, algures em Lisboa:
Cheguei a casa dos meus pais e minha mãe estava a ver um programa na SIC Radical, um episódio sobre um clube de swing em Amsterdão, bué hard-core, com sexo explícito e tudo! Vai daí ela pergunta-me:
- O que é um minete?
E estás-me a ver, a mim, com quase quarenta a explicar à minha mãe, de 65, o que é um minete...

domingo, 28 de novembro de 2010

RED Perigosos

Gosto de filmes de gimbras que se lançam à aventura e que passam grandes bigodes na malta nova. Sempre gostei, não é só por estar velho; Os Cowboys do Espaço (Space Cowboys), por exempo é um dos meus filmes preferidos de sempre.
Daí que tenha ido a correr ver este filme assim que tive oportunidade e, meus amigos, é um filme à antiga. Heróis duros de roer, acção de meter inveja, humor q. b. e, pasme-se, românticas cenas de amor. Tudo isto sem rapazitos jeitosos e meninas de busto generoso.
Não é difícil fazer resultar a receita, basta um argumento razoável e cinco actores de se lhe tirar o chapéu: Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovitch, Hellen Mirren e Mary Louise Parker.
Numa pontuação de 1 a 10 dou-lhe 11!
A ver, definitivamente.

domingo, 21 de novembro de 2010

Paixão

Porque aqui pelo burgo também há alguns rapazes a fazer coisas bonitas. Só é pena a pequena que canta não ser espanhola ou sul-americana:



No me olvides que yo me muero
Amor, mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino

Ay, abrázame esta noche
y aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.

Tengo un corazón penando
Yo sé que vos lo estas escuchando
Con mil lágrimas te quiero
Pasión sos mi amor sincero

Ay, abrázame esta noche
y aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Amanhã é sexta

E eu estou à espera que o povo não vá trabalhar, graças à OTAN, e que eu tenha um dia decansado e com pouco trânsito.
Amen.

sábado, 13 de novembro de 2010

Never give all the heart

Hoje está-me a dar para isto:

NEVER give all the heart, for love
Will hardly seem worth thinking of
To passionate women if it seem
Certain, and they never dream
That it fades out from kiss to kiss;
For everything that's lovely is
But a brief, dreamy. Kind delight.
O never give the heart outright,
For they, for all smooth lips can say,
Have given their hearts up to the play.
And who could play it well enough
If deaf and dumb and blind with love?
He that made this knows all the cost,
For he gave all his heart and lost. 

W. B . Yeats