segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Nem de Propósito
Hoje o DN trás um artigo sobre a paixão em que falam de tudo o que eu disse no post anterior, e até lhe acrescentam noites sem dormir. E no fim dizem que estar apaixonado faz bem à saúde. Pois eu cá mantenho a minha opinião.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Da paixão
Acontecimentos recentes trouxeram-me à memória conversas que tinha com colegas, nos dias intermináveis da faculdade, em que se matava o tédio conversando sobre tudo e mais alguma coisa.
Sobre o tema paixão era grande o declive, especialmente com os colegas do sexo feminino.
Eu era da opinião que a paixão é um sentimento inútil e improdutivo. Uma pessoa apaixonada não se consegue concentrar, vem-lhe a todo o momento à memória a pessoa amada. Não pensa em mais nada e em mais ninguém para além do objecto da sua paixão. E a coisa ainda piora se não for correspondido, aqui passa os dias em autolamentação, a elaborar estratégias para se encontrar com a pessoa em questão, a pensar no que lhe vai dizer quando a vir.
É claro que as minhas colegas me diziam: "Isso dizes tu porque nunca estiveste verdadeiramente apaixonado".
Talvez tenham razão, mas passados anos, e algumas paixões, continuo a achar a paixão um sentimento péssimo e egoísta, que mesmo correspondido só nos traz ansiedade. Ao ver os animais no cio, pergunto-me se não será a paixão um resquício fisiológico de uma altura em que os nossos antepassados, sejam eles quais forem, tivessem cio.
De uma maneira ou de outra, não gosto de me apaixonar. Mas palpita-me que ainda vou passar por isso pelo menos mais uma vez.
Sobre o tema paixão era grande o declive, especialmente com os colegas do sexo feminino.
Eu era da opinião que a paixão é um sentimento inútil e improdutivo. Uma pessoa apaixonada não se consegue concentrar, vem-lhe a todo o momento à memória a pessoa amada. Não pensa em mais nada e em mais ninguém para além do objecto da sua paixão. E a coisa ainda piora se não for correspondido, aqui passa os dias em autolamentação, a elaborar estratégias para se encontrar com a pessoa em questão, a pensar no que lhe vai dizer quando a vir.
É claro que as minhas colegas me diziam: "Isso dizes tu porque nunca estiveste verdadeiramente apaixonado".
Talvez tenham razão, mas passados anos, e algumas paixões, continuo a achar a paixão um sentimento péssimo e egoísta, que mesmo correspondido só nos traz ansiedade. Ao ver os animais no cio, pergunto-me se não será a paixão um resquício fisiológico de uma altura em que os nossos antepassados, sejam eles quais forem, tivessem cio.
De uma maneira ou de outra, não gosto de me apaixonar. Mas palpita-me que ainda vou passar por isso pelo menos mais uma vez.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O segredo dos Seus Olhos
E mais um filme que me encheu as medidas. "El secreto de Sus Ojos", filme Argentino de 2009 de Juan José Campanella premiado internacionalmente.Duas histórias de amor que se cruzam, uma violentamente interrompida e outra impossível por o protagonista não acreditar na sua possibilidade. E assim vêmo-lo obsessivamente envolvido na resolução do mistério da morte de uma rapariga e na sua vingança, em substituição da sua própria história de amor.
A ver, definitivamente.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Raquel
Em tempos tive uma cadela, ou melhor, o meu avô tinha uma cadela, porque ele é que era o verdadeiro dono do bicho.
A cadela, de seu nome Raquel, tinha um feitio picado das bexigas e era muito ciosa do seu "espaço vital". Por espaço vital entenda-se o aquecedor a gás que o meu avô acendia, exclusivamente para o bichinho, no inverno e a pedido deste. Sim, a pedido dela; a Cadela dava patadas no aquecedor enquanto gania e o meu avô ia a correr ligar o aparelho enquanto dizia: "Coitadinha. Tens frio não é?"
Excusado será dizer que o resto da malta bem podia resmungar a dizer que tinha frio que o meu avô dizia logo: "Ora, ora. Vistam mais uma camisola". E nada de acender o aquecedor.
Pois naquela altura também havia lá em casa uma prima espanhola, a Carmela, a quem nós carinhosamente chamávamos a Caramela, que entendia que também tinha direito a instalar-se à frente do aquecedor, no inverno.
Era ver a fita. A minha avó avisava: "Ó Carmela, não te chegues ao aquecedor que a cadela não gosta". Ao que esta respondia: "Ora essa, também tenho direito!".
Já a cadela não queria saber de direitos de ninguém: duas rosnadelas para avisar e à terceira, dentada!
E claro, ninguém se atrevia a tirar dali o bicho, não fosse o meu avô zangar-se.
A cadela, de seu nome Raquel, tinha um feitio picado das bexigas e era muito ciosa do seu "espaço vital". Por espaço vital entenda-se o aquecedor a gás que o meu avô acendia, exclusivamente para o bichinho, no inverno e a pedido deste. Sim, a pedido dela; a Cadela dava patadas no aquecedor enquanto gania e o meu avô ia a correr ligar o aparelho enquanto dizia: "Coitadinha. Tens frio não é?"
Excusado será dizer que o resto da malta bem podia resmungar a dizer que tinha frio que o meu avô dizia logo: "Ora, ora. Vistam mais uma camisola". E nada de acender o aquecedor.
Pois naquela altura também havia lá em casa uma prima espanhola, a Carmela, a quem nós carinhosamente chamávamos a Caramela, que entendia que também tinha direito a instalar-se à frente do aquecedor, no inverno.
Era ver a fita. A minha avó avisava: "Ó Carmela, não te chegues ao aquecedor que a cadela não gosta". Ao que esta respondia: "Ora essa, também tenho direito!".
Já a cadela não queria saber de direitos de ninguém: duas rosnadelas para avisar e à terceira, dentada!
E claro, ninguém se atrevia a tirar dali o bicho, não fosse o meu avô zangar-se.
Lisbon Walker
Não fosse já ter programa para amanhã (vou à Batalha ver a Expo Moto) não falhava. São 10 aéreos mas vale bem a pena e, se tiverem sorte, apanham a melhor guia da cidade, a Catarina.
Lisbon Walker Todos os 1ºs sábados de cada mês a Lisbon Walker organiza um passeio diferente. ...No próximo dia 5 de Fevereiro, às 14h30, venha passear connosco pela 7a colina. Trata-se de um passeio que nos leva pela mão de Fernando Pessoa, ao encontro de Cafés e sítios onde poetas, revolucionários e vanguardistas fizeram história, numa visita pelo Bairro Alto.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Como se livrar da mulher
Um inglês, trabalhador do SEF lá do sítio, fartou-se da mulher e vai daí resolveu meter o nome dela na lista de perigosos terroristas para ver se o safavam dela (podem ler a notícia aqui).
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Kino
Como de costume nesta altura do ano, está no São Jorge o Festival de Cinema de Língua Alemã, Kino de seu nome, com alguns dos melhores filmes do ano feitos na Alemanha, Áustria e Suíça.
Como habitualmente, também, faço questão de ver pelo menos um filme e, este ano, vou-me ficar mesmo só por um, o do encerramento, amanhã pelas 21:30h.
Em honra ao festival, e à Lua Nova, significado de mudança e transição, da passagem das trevas para a luz, do ocaso para o crescimento, aqui deixo um dos mais brilhantes monólogos da história do cinema.
Do filme "Nas Asas do Desejo" de Wim Wenders:
Como habitualmente, também, faço questão de ver pelo menos um filme e, este ano, vou-me ficar mesmo só por um, o do encerramento, amanhã pelas 21:30h.
Em honra ao festival, e à Lua Nova, significado de mudança e transição, da passagem das trevas para a luz, do ocaso para o crescimento, aqui deixo um dos mais brilhantes monólogos da história do cinema.
Do filme "Nas Asas do Desejo" de Wim Wenders:
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