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sábado, 9 de outubro de 2010

Salt

Li numa crítica que o papel principal deste filme estava destinado ao Tom Cruise, tendo à última hora sido oferecido a Angelina Jolie, o que, de acordo com o crítico, deu ao filme o que ele precisava par ser convicente; se o papel fosse desempenhado por Tom Cruise tido sido uma pastelada.
Bem, eu também prefiro ver a Angelina Jolie em vez do Tom Cruise, mesmo que já esteja a perder a frescura. Mas a verdade é que o Tom Cruise é um actor razoável e a Angelina Jolie deixa muito a desejar; as expressões são sempre as mesmas, o modo de interpretação também, podia ser o Mr. and Ms Smith, ou o Gia que não se notava a diferença.
Para além disto o filme é todo muito denunciado, a história não é, de todo, original (parece o Alta Traição, com o Kevin Costner, dos anos 80) e pouco emocionante.
Se calhar sou eu que já estou farto de ver filmes destes que acabam por ser muito parecidos mas, definitivamente, não recomendo.
É um filme com muita falta de "salt"

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Shrek Forever


E pronto, acabou. De acordo com a Dreamworks o quarto Shrek (Shrek Forever After) é o último. Mas visto o filme tenho pena. Este, como todos os anteriores, é uma homenagem à espantosa imaginação da equipa que faz de cada um destes filmes uma obra prima. A originalidade das histórias faz com que nenhum dos filmes se torne repetitivo, ao contrário de outras séries, e a imaginação dos autores continua delirante, e faz parecer que poderiam facilmente fazer filmes, uns atrás dos outros, sem nunca esgotar o filão.
Shrek, casado e com três filhos, atravessa uma crise de meia-idade e leva-nos numa viagem alucinante na procura de um significado para a sua vida, ajudado por um "actor" secundário que, a ser uma interpretação real, seria certamente merecedora de um óscar.
Os autores até conseguem justificar a existência do vilão com uma história passada antes do primeiro filme, protagonizada pelos seus sogros que, de tão bem enquadrada que está, faz corar de vergonha autores de sequelas e prequelas de Hollywood.
É caso para dizer: long live Shrek!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Os Homens que Odeiam Mulheres


Fui ver este filme a conselho de um colega que não parava de o gabar, a ele, ao autor e respectivos livros. Não me arrependi. É um dos melhores filmes que vi ultimamente.
Para começar o filme é Sueco, e em Sueco. O que, embora não permita perceber nada dos diálogos, é sempre uma variação refrescante ao Inglês do outro lado do Atlântico, e o Sueco, acho eu, tem uma certa musicalidade agradável ao ouvido. Por outro lado o filme tem uma qualidade de imagem que põe a milhas de distância todos os filmes que tenho visto nos últimos anos.
A história passa-se na Suécia contemporânea com duas personagens principais, um homem maduro e uma mulher jovem, do mais improvável que tenho visto. São "arrastados" com mestria para dentro da história onde os papéis normais de homem e mulher, na sociedade, são deliciosamente invertidos. O filme é um "thriller" emocionante sem recurso a CGI ou efeitos especiais, com dois antiheróis que batalham o filme todo contra dificuldades típicas de um comum mortal. E no fim o herói não fica com a menina, mas ela também não o deixa. Confuso? Claro. O próprio protagonista ficou. É um "thriller" humano, sobre muito do pior que tem a humanidade.
Gostei tanto que fui a correr comprar o livro, que agora estou a ler.