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domingo, 13 de dezembro de 2009

Os Homens que Odeiam Mulheres


E pronto, lá li o livro. Confesso que li a tradução inglesa e não, como sugere a imagem, a tradução portuguesa. Fi-lo por duas razões: a edição inglesa custou-me 10 euros, a versão portuguesa custa quase 20! E a versão portuguesa é tradução da versão inglesa, portanto mais longe da original.
Para quem, como eu, viu o filme antes de ler o livro, a história está longe de ser surpreendente. Já no filme tudo me pareceu bastante "lógico", ou seja, a história não é de maneira nenhuma surpreendente exceptuado, talvez, o perfil do criminoso.
No livro tudo se passa da mesma maneira, embora a história seja muito mais rica em detalhes (como é normal) e certos detalhes sejam mais lógicos no livro mas que tiveram que ser omitidos ou alterados para a história "caber" no filme. Como de costume, nestas coisas, o livro é muito melhor que o filme.
Onde o filme me entusiamou, no anti-herói, na personagem feminina muito forte, o livro peca um bocado. Provavelmente por o ter lido depois de ir ao cinema, mas a verdade é que no livro a personagem feminina não tem tanto destaque e até aparece muito mais humana e menos enigmática. Já a personagem masculina aparece mais despendida e de personalidade mais vincada. Apreciei, no entanto, o facto de no livro não ser a rapariga que descobre e faz tudo quase milagrosamente, a história escrita tem mais lógica.
Encontro-me neste momento com uma dúvida: leio, ou não, o segundo?
Enquanto não me decido vou-me dedicar à "A Invenção de Leonardo" que está à minha espera na prateleira desde o natal passado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Os Homens que Odeiam Mulheres


Fui ver este filme a conselho de um colega que não parava de o gabar, a ele, ao autor e respectivos livros. Não me arrependi. É um dos melhores filmes que vi ultimamente.
Para começar o filme é Sueco, e em Sueco. O que, embora não permita perceber nada dos diálogos, é sempre uma variação refrescante ao Inglês do outro lado do Atlântico, e o Sueco, acho eu, tem uma certa musicalidade agradável ao ouvido. Por outro lado o filme tem uma qualidade de imagem que põe a milhas de distância todos os filmes que tenho visto nos últimos anos.
A história passa-se na Suécia contemporânea com duas personagens principais, um homem maduro e uma mulher jovem, do mais improvável que tenho visto. São "arrastados" com mestria para dentro da história onde os papéis normais de homem e mulher, na sociedade, são deliciosamente invertidos. O filme é um "thriller" emocionante sem recurso a CGI ou efeitos especiais, com dois antiheróis que batalham o filme todo contra dificuldades típicas de um comum mortal. E no fim o herói não fica com a menina, mas ela também não o deixa. Confuso? Claro. O próprio protagonista ficou. É um "thriller" humano, sobre muito do pior que tem a humanidade.
Gostei tanto que fui a correr comprar o livro, que agora estou a ler.