Tive de ler dois livros pelo meio mas consegui acabar esta coisa.
Até aceito que as constantes e enfadonhas referências à perfeição do vampiro principal entusiasmem o público feminino jovem. Que estas se identifiquem com a personagem principal na sua suposta mediania de aspecto, que encanta o rapaz mais lindo do mundo e arredores.
Mas para mim o livro foi um tédio. Só anima no fim, com ataque de um vampiro mauzão, para acabar logo depois.
Não fiquei com vontade nenhuma de ler o segundo.
Para me vingar, e limpar a mente, já comprei o terceiro da trilogia Milennium, do Stieg Larsson.
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sábado, 9 de outubro de 2010
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Os Homens que Odeiam Mulheres

Fui ver este filme a conselho de um colega que não parava de o gabar, a ele, ao autor e respectivos livros. Não me arrependi. É um dos melhores filmes que vi ultimamente.
Para começar o filme é Sueco, e em Sueco. O que, embora não permita perceber nada dos diálogos, é sempre uma variação refrescante ao Inglês do outro lado do Atlântico, e o Sueco, acho eu, tem uma certa musicalidade agradável ao ouvido. Por outro lado o filme tem uma qualidade de imagem que põe a milhas de distância todos os filmes que tenho visto nos últimos anos.
A história passa-se na Suécia contemporânea com duas personagens principais, um homem maduro e uma mulher jovem, do mais improvável que tenho visto. São "arrastados" com mestria para dentro da história onde os papéis normais de homem e mulher, na sociedade, são deliciosamente invertidos. O filme é um "thriller" emocionante sem recurso a CGI ou efeitos especiais, com dois antiheróis que batalham o filme todo contra dificuldades típicas de um comum mortal. E no fim o herói não fica com a menina, mas ela também não o deixa. Confuso? Claro. O próprio protagonista ficou. É um "thriller" humano, sobre muito do pior que tem a humanidade.
Gostei tanto que fui a correr comprar o livro, que agora estou a ler.
sábado, 22 de novembro de 2008
E fez-se luz


Terminei o segundo livro da trilogia. Só lamento ter demorado tanto tempo para os descobrir, afinal os livros já têm mais de dez anos.
As surpresas começam logo no nome do autor, Serguei Lukiánenko. Reparem como a acentuação nos leva a pronunciar o nome à maneira russa, longe das traduções baseadas noutras traduções, geralmente inglesas, que nos trouxeram palavras como "I Ching" em vez de "I Quing". As surpresas continuam livros dentro onde a tradutora, que pelo nome depreendo ser russa, me surpreende pela correcção do português e a já estranha falta de vocábulos e expressões importadas do outro lado do Atlântico.
Lukiáneko traz-nos uma série de histórias, ou mesmo episódios, de uma trama complexa passada na Moscovo actual, ou pelo menos actual à altura da edição original dos livros. Nesta, duas linhas de praticantes de magia, ditos "seres diferentes", defendem as "cores" da Luz e das Trevas. A eterna luta entre o bem e o mal joga-se de maneira bem original nas páginas desta trilogia, que dão definitivamente a volta ao género da fantasia, trazendo-a para um ambiente urbano moderno. Nos livros acompanhamos operacionais das Guardas do Dia e da Noite, nas suas tentativas diárias de manter o equilíbrio entre as forças, enquanto nos é dada a conhecer, aos poucos, uma trama complexa que se vai desenvolvendo nos bastidores.
Um lufada de ar fresco na fantasia de que um apreciador do género, como eu, tem de gostar.
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