Faço uma pausa na minha ausência blóguica para comentar o que me parece ser uma tremenda injustiça, ou talvez desconhecimento, feita aos James no último dia de concertos do Rock In Rio Lisboa 2012.
À excepção do Blitz, todas as outras publicações "on line" passaram mais ou menos ao lado daquele que foi um grande concerto.
Começo por confessar que não sou isento na avaliação que faço. De facto, de todo o carataz deste último dia de RIR os James são a banda que mais me fala ao coração, mais ainda (muito mais) que o "Boss". Reconheço, no entanto, que, como li nalgumas críticas, terão ficado parados entre os anos 80 e os anos 90 (e ainda bem). Mas que dizer, por exemplo, de Springsteen no que ao mesmo assunto diz respeito. Não quero, no entanto, diminuir a actuação do "Boss", que foi sem dúvida um dos melhores concertos a que assisti em toda a minha vida. Apenas acho que o concerto dos James foi tão bom, ou melhor ainda, pecando apenas, talvez, pelo lado do público, maioritariamente presente para ver Springsteen.

Convém também salientar a qualidade sonora do evento que foi do melhor, se não mesmo o melhor, que já ouvi, e que já tinha comprovado no dia anterior nas actuações de Bryan Adams e Stevie Wonder (outros "concertaços", até para mim que não sou grande fã de nenhum dos dois). No entanto também comprovei que esta qualidade só existia na zona frontal ao palco; nos montes que circundam o vale (zona dos "comes e bebes") a qualidade sonora deteriora-se tremendamente e o som chega todo empastelado.
Para fechar a noite até a magnífica lua, quase, quase cheia, ajudou. Foi uma barrigada.
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