Há dias combinei com uma amiga ir ao cinema e, como sou boa boca, ela é que decidiu onde e o que íamos ver. Limitei-me a combinar com ela às tantas horas em tal sítio e nem liguei ao filme.
À hora combinada lá estava eu no King, onde ela já estava à minha espera, e comprámos os bilhetes. Fomos tomar uma cafezinho e quando voltámos dirigimo-nos para a sala. Estranhei, por achar que o filme estava a começar demasiado cedo, mas achei que me tinha distraído com o tempo. A senhora à porta disse-nos para nos sentarmos onde quiséssemos e estranhei, mais uma vez, porque os lugares deviam ser marcados mas à boa maneira portuguesa achei que era "normal".
Passada cerca de meia-hora do começo do filme a minha amiga disse-me:
- Isto já está a demorar tempo de mais. Estão a gozar connosco!
Estranhei o comentário mas lá vimos o filme até ao fim. Só quando estávamos a sair da sala é que a minha amiga me disse que aquele não era o filme que ela queria ver. Começou por julgar que era uma curta metragem antes do filme principal e só depois percebeu que estávamos no filme errado.
Pois é, à conta das distracções entrámos na sala errada, daí o filme ter começado mais cedo que o previsto, e a senhora que controlava os bilhete à entrada também não deu pelo engano.
Vale-me o consolo de ter gostado do filme, e que, provavelmente, se fosse de outra maneira não o teria visto.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Motins, quais motins?
E está tudo dito:
http://www.bbc.co.uk/news/uk-14458424
Eu não tinha reparado mas afinal a coisa é uma festa.
Vamos dar cabo dos ricos, e por rico entenda-se qualquer pessoa que tenha bens materiais e/ou um negócio.
Este é o principal mal de haver muito miúdo sem nada para fazer, e pagar-lhes para não fazer nada não resolve a situação.
E agora?
http://www.bbc.co.uk/news/uk-14458424
Eu não tinha reparado mas afinal a coisa é uma festa.
Vamos dar cabo dos ricos, e por rico entenda-se qualquer pessoa que tenha bens materiais e/ou um negócio.
Este é o principal mal de haver muito miúdo sem nada para fazer, e pagar-lhes para não fazer nada não resolve a situação.
E agora?
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
As melhores universidades do mundo
De acordo com o Expresso:
http://aeiou.expressoemprego.pt/Carreiras.aspx?Id=121
Nenhuma universidade portuguesa figura entre as 200 melhores do mundo (!?).
Ouvi dizer esta semana que o governo quer incentivar a inovação...
Serei só eu que acha que ainda falta muito para chegarmos a algum lado? Quando é que vamos aprender que as casas não se constroem pelo tecto?
http://aeiou.expressoemprego.pt/Carreiras.aspx?Id=121
Nenhuma universidade portuguesa figura entre as 200 melhores do mundo (!?).
Ouvi dizer esta semana que o governo quer incentivar a inovação...
Serei só eu que acha que ainda falta muito para chegarmos a algum lado? Quando é que vamos aprender que as casas não se constroem pelo tecto?
terça-feira, 26 de julho de 2011
Dá cá a mala pá!
Aterrei no Aeroporto de Lisboa, vindo de Luanda, pela 15:45h e dirigi-me ao tapete para esperar pela minha mala. Para grande espanto meu as malas começaram a ser descarreagadas exactamente na mesma altura em que lá cheguei.
Às páginas tantas apareceu a minha e tirei-a de lá. Pareceu-me um bom bocado mais pesada mas achei que era impressão minha. Agarrei nela e fui-me despedir dos companheiros de viagem.
Quando me dirigia para eles fui abordado por outro passageiro do vôo que me perguntou:
- Tem a certeza que essa mala é sua? É que eu tenho uma igualzinha.
Olhei melhor para mala e, claro, não era a minha.
Será influência de Angola?
Às páginas tantas apareceu a minha e tirei-a de lá. Pareceu-me um bom bocado mais pesada mas achei que era impressão minha. Agarrei nela e fui-me despedir dos companheiros de viagem.
Quando me dirigia para eles fui abordado por outro passageiro do vôo que me perguntou:
- Tem a certeza que essa mala é sua? É que eu tenho uma igualzinha.
Olhei melhor para mala e, claro, não era a minha.
Será influência de Angola?
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Inflacção à Angolana
Estava na caixa do restaurante buffet da FILDA, em Angola, para fazer o pré-pagamento e exprimi à menina da caixa o meu espanto por o almoço, que ainda no dia anterior me tinha custado 1900 kwanzas, ser agora 3500!
Respondeu-me com o sotaque cantado dos Angolanos:
- A feira começou hoje. Houve um pequeno aumento.
Respondeu-me com o sotaque cantado dos Angolanos:
- A feira começou hoje. Houve um pequeno aumento.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Assédio?
Estava eu calmamente a vestir-me, aqui no hotel em Luanda, quando me entra pelo quarto adentro a empregada da limpeza.
Lembrei-me logo do Strauss-Kahn e pensei: "Queres ver que é desta que vou preso?"
Lembrei-me logo do Strauss-Kahn e pensei: "Queres ver que é desta que vou preso?"
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Resultados dos exames "eram expectáveis" devido nível de exigência - Portugal - DN
Resultados dos exames "eram expectáveis" devido nível de exigência - Portugal - DN
Pois é, viva a espectabilidade! A gente espera, e pronto, concretiza-se.
Será que ninguém percebe que o maior, e único verdadeiramente importante, problema deste país é a educação? É por falta dela que nunca conseguimos converter a indústria, agricultura e pescas. E agora não basta vir o Cavaco, o grande responsável pela desindustrialização do país, dizer que temos de produzir mais.
Um país moderno e avançado tem de ser industrializado. Para haver indústria e inovação tem de haver universidades fortes e com massa crítica. Universidades fortes, num país pequeno como o nosso, só se conseguem com níveis muito elevados de educação da população, como no centro e norte da Europa.
Portanto esta notícia é absolutamente avassaladora. Numa altura em que devíamos estar a melhorar, pioramos. Limitamo-nos a prolongar, paulatinamente, esta idade das trevas perpétua em que nos encontramos.
Bem podem vir as troikas e o lilberalismo de mercado com as suas soluções milagrosas para o crescimento da economia; sem educação não vamos a lado nenhum.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Ensemble Tuva em Lisboa
Tuva é uma república russa ao sul da Sibéria fazendo fronteira com a Mongólia. A temperatura média, em Janeiro, é inferior a -30 ºC, subindo no verão a uns amenos +18ºC.
Talvez por culpa do seu isolamento, que faz com que as influências externas sejam quase nulas, os habitantes desta república desenvolveram um tipo de música único no mundo na qual sobressai a sua invulgar tradição vocal.
Para deleite deste vosso escriba, o Teatro Nacional de São Carlos resolveu trazer, na passada terça-feira ao Festival Ao Largo, que organiza anualmente, um grupo tradicional de Tuva.
Foi a segunda vez que vi semelhante coisa. A primeira, há muitos anos, quando a cantora Sainkho veio, com um outro grupo tradicional de Tuva, cantar no claustro do Mosteiro dos Jerónimos. A segunda foi esta, a do Festival ao Largo, onde fiz questão de chegar cedo para ficar num bom lugar.
O grupo actuou à hora marcada, pasme-se, perante uma plateia "à cunha", contrastando com a outra exibição que referi, que esteve quase vazia (suponho que porque este era de borla).
Foi uma hora de música fora do comum e, acima de tudo, de canto absolutamente extraordinário, em que os cantores vocalizam notas graves e conseguem fazer as cordas vocais emitir, ao mesmo tempo, um harmónico agudo que dir-se-ia ser tocado por uma flauta. Até custa a acreditar que aqueles sons sejam de uma única voz, humana.
Ora ouçam:
E aqui no canal oficial do festival pode ver-se como a música deles está intimamente ligada ao mundo que os rodeia.
Talvez por culpa do seu isolamento, que faz com que as influências externas sejam quase nulas, os habitantes desta república desenvolveram um tipo de música único no mundo na qual sobressai a sua invulgar tradição vocal.
Para deleite deste vosso escriba, o Teatro Nacional de São Carlos resolveu trazer, na passada terça-feira ao Festival Ao Largo, que organiza anualmente, um grupo tradicional de Tuva.
Foi a segunda vez que vi semelhante coisa. A primeira, há muitos anos, quando a cantora Sainkho veio, com um outro grupo tradicional de Tuva, cantar no claustro do Mosteiro dos Jerónimos. A segunda foi esta, a do Festival ao Largo, onde fiz questão de chegar cedo para ficar num bom lugar.
O grupo actuou à hora marcada, pasme-se, perante uma plateia "à cunha", contrastando com a outra exibição que referi, que esteve quase vazia (suponho que porque este era de borla).
Foi uma hora de música fora do comum e, acima de tudo, de canto absolutamente extraordinário, em que os cantores vocalizam notas graves e conseguem fazer as cordas vocais emitir, ao mesmo tempo, um harmónico agudo que dir-se-ia ser tocado por uma flauta. Até custa a acreditar que aqueles sons sejam de uma única voz, humana.
Ora ouçam:
E aqui no canal oficial do festival pode ver-se como a música deles está intimamente ligada ao mundo que os rodeia.
sábado, 2 de julho de 2011
Blogosfera
![]() |
Da Wikipédia, claro |
Eu, pessoalmente, prefiro os sólidos com algumas arestas, não tão regulares. A vida tem de ter algumas arestas para limar, se não é monótona.
Portanto, na minha opinião, seria melhor usar outro sólido, e porque não um cubo? Em vez de blogosfera seria o blogocubo. Reconheçam, muito menos monótono.
Mas giro, giro, era se fosse usado um sólido regular de 20 faces: um icosaedro. Isso sim, era poesia na internet. Não é bem um cubo nem uma esfera, fica algures a meio caminho. Seria o blogoicosaedro.
Promovam a blogosfera a blogoicosaedro já!
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Saraivada
Podes ficar descansado ó Saraiva. Daqui para a frente como tudo o que vem na travessa do restaurante. Já há muito tempo que desisti do açúcar na bica, mas agora descomponho quem se atreve a desperdiçar dando-me um pacote. Acabou-se a água Vittel, Vichy, Voss e Evian (que deve ter sido lapso não vir mencionada no artigo). Espumante só Raposeira, Cabriz ou Murganheira. Rasguei todos os fatos Armani e Hugo Boss que havia cá no armário. Fujo dos sapatos Church's como o diabo da cruz: não quero acabar com uma perna partida. Férias só no estrangeiro de dentro, e em hotéis, para não contribuir para a economia paralela (aquela que não cobra os justos 25% de IVA). O Mercedes classe E vai já de volta para o stand. Ar condicionado é para meninas, homem que é homem deita-se ao sol e fica a cheirar a cavalo. Procurei, procurei, procurei e lá consegui encontrar uns lápis de fabrico nacional. After-shave, perfume, o que é isso? Acabaram-se as idas ao barbeiro e as miúdas até me dizem que fico melhor de cabelo comprido!
Mas, ó Saraiva, não é muito chato se ficar com o meu IPad, pois não? Ninguém se chateia comigo, não é?
Anglicisses
Porque é que será que as gentes desta terra têm a mania de dizer tudo o que é palavras não portuguesas como se fossem inglesas?
Ainda o outro dia uma colega minha referia-se a uma empresa francesa, de nome Norbert, com o seu melhor sotaque inglês. E isto para não falar da gente que fala do "liroi mârlin" em vez de Leroy Merlin (por acaso outra empresa francesa). Até me espanta não ouvir falar mais vezes em "aikia" em vez de Ikea.
Era muito mais criativo dizer, por exemplo, El Corte Inglés com sotaque francês, ou Renault com sotaque espanhol, ou ainda Mercedes com sotaque Inglês ou mesmo Apple com sotaque alemão.
De certeza que ficava tudo muito mais bem disposto e, tal como praticar o sexo, ajudava a combater a crise.
Ainda o outro dia uma colega minha referia-se a uma empresa francesa, de nome Norbert, com o seu melhor sotaque inglês. E isto para não falar da gente que fala do "liroi mârlin" em vez de Leroy Merlin (por acaso outra empresa francesa). Até me espanta não ouvir falar mais vezes em "aikia" em vez de Ikea.
Era muito mais criativo dizer, por exemplo, El Corte Inglés com sotaque francês, ou Renault com sotaque espanhol, ou ainda Mercedes com sotaque Inglês ou mesmo Apple com sotaque alemão.
De certeza que ficava tudo muito mais bem disposto e, tal como praticar o sexo, ajudava a combater a crise.
sábado, 25 de junho de 2011
Estava eu em Alfama,
prestes comer uma boa sardinhada num qualquer arraial daqueles que por estes dias lá proliferam, quando o empregado me põe à frente um jarro de litro de vinho. Tendo eu pedido um jarro pequeno perguntei-lhe:
- Ó amigo, este jarro é pequeno ou grande?
Ao que ele me respondeu, já a caminho de outra mesa para, certamente, atender outra alma esfomeada e sequiosa:
- É tinto!
Não há nada como ser pragmático.
- Ó amigo, este jarro é pequeno ou grande?
Ao que ele me respondeu, já a caminho de outra mesa para, certamente, atender outra alma esfomeada e sequiosa:
- É tinto!
Não há nada como ser pragmático.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Santo António já se acabou...
Eu sei que a procura de sardinhas nos Santos é grande e, portanto, os fornecedores são obrigados a recorrer à sardinha congelada. Também sei que para se comer sardinha decente na zona de Lisboa se tem de ir ao Tavares, ali para a Cova da Piedade. Mas era preciso exagerar?
Não me lembro de alguma vez ter comido sardinha tão má. Seca, sem sabor e sem sequer deixar cair aquela gordurinha saudável, cheia de Ómega 3, para se saborear na fatia de pão.
Um verdadeiro fiasco.
Não me lembro de alguma vez ter comido sardinha tão má. Seca, sem sabor e sem sequer deixar cair aquela gordurinha saudável, cheia de Ómega 3, para se saborear na fatia de pão.
Um verdadeiro fiasco.
sábado, 11 de junho de 2011
Ai o Alzheimer
Combinei com a companhia do gás uma data para me ligarem a instalação. No dia certo lá estava eu, no apartamento, à espera, quando toca o telefone: era o técnico a dizer-me que estava farto de tocar à campainha e que ninguém atendia. De facto a campainha tem manias, é preciso marcar um código e os botões não estão lá muito bons, como tal nem sempre toca ou, vá-lá, quase nunca toca.
Cá de cima disse-lhe: "espere aí que eu vou lá abaixo abrir-lhe a porta", que só abre se alguém tocar.
Lancei a mão ao bolso para ver se lá estava a chave e desci para ir ter com o técnico.
Chegado lá abaixo, abro-lhe a porta da rua e tiro a chave do bolso para depois abrir a porta de casa; é claro que a chave que sai não é a da porta mas a do carro.
Lá tive que pedir desculpa ao técnico do gás, adiar a ligação e telefonar para as Chaves do Areeiro que me vieram abrir a porta com a técnica da radiografia.
É desta que meto uma radiografia no carro para estas ocasiões!
Cá de cima disse-lhe: "espere aí que eu vou lá abaixo abrir-lhe a porta", que só abre se alguém tocar.
Lancei a mão ao bolso para ver se lá estava a chave e desci para ir ter com o técnico.
Chegado lá abaixo, abro-lhe a porta da rua e tiro a chave do bolso para depois abrir a porta de casa; é claro que a chave que sai não é a da porta mas a do carro.
Lá tive que pedir desculpa ao técnico do gás, adiar a ligação e telefonar para as Chaves do Areeiro que me vieram abrir a porta com a técnica da radiografia.
É desta que meto uma radiografia no carro para estas ocasiões!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
FMI
Recebido por e-mail (daqueles que circulam nestas alturas) |
Na minha opinião o homem foi vítima de uma maquiavélica maquinação de alguém que conhecia a sua queda para pequenas jeitosas (ou não). É claro que era facílimo introduzir no quarto, disfarçada de empregada de hotel, uma moça com um decote um bocadito mais generoso que o habitual e pimba!
Mas podemos ir mais além e a tudo isto juntarmos uma cabala género FCP: "Ó presidente, quer café com leite, muito escuro ou claro?". O homem escolheu a cor do galão, que isto do mundo da alta finança não deve ser muito diferente do futebol, e, azar dos azares, à hora combinada aparece a empregada do hotel, e não o galãozinho requisitado, e catrapimba!
E a prova é que, com a idade que já tem, ele deve precisar da ajuda do comprimido azul, portanto, tem de haver intenção por trás do ato (ai que bem que eu já escrevo com o novo acordo!). Porque aquilo não se toma só por recriação ou porque até pode aparecer no caminho uma pequena. Não, toma-se porque vai haver festa.
E assim se enterra um gajo que não consegue deixar de pôr as mãos no cesto da fruta.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Chicha, e da boa
Estava eu comodamente sentado numa explanada do bairro de Santos, vulgo Rego, para um jantar e, distraído em conversa com a agradável companhia, deito os olhos à ementa. Ao reparar nalgo estranho digo para os meus botões:
- Chicha 110!? Mas o que é que é Chicha 110?
Ao que o empregado de mesa, que se encontrava por trás do meu ombro, me responde com ar pachorrento:
- Chicharro, amigo, chicharro.
- Chicha 110!? Mas o que é que é Chicha 110?
Ao que o empregado de mesa, que se encontrava por trás do meu ombro, me responde com ar pachorrento:
- Chicharro, amigo, chicharro.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
E agora?
Parece-me por demais evidente que o Sócrates, por tudo o que fez e que ameaça fazer, não é uma opção de governo para este país. Nem vale a pena estar para aqui a esticar-me a dizer mal do homem, tudo o que já foi dito é mais do que suficiente.
Já Passo Coelho, na minha opinião, reúne todas as condições necessárias para ser "primeiro". Senão vejamos: é bem parecido, tem um agradável tom de barítono, profere discursos com boa dicção e, mais importante, nunca trabalhou na vida. O problema é que não tem na cabeça outras ideias para além do gasto, e que já provou que não funciona neste país sem cultura de empresa e de concorrência, liberalismo absoluto.
À direita, o ex-ministro da defesa e assuntos do mar(!?), aprendeu a lição quando foi derrotado pelos "trotskistas", o que o levou a vir fazer uma fita à televisão, e passou a um discurso puramente demagógico com algumas ideias boas, diga-se, mas que duvido venham a ser implementadas em caso de vitória.
À esquerda temos mais do mesmo: Portugal fora da nato, nacionalizações já, FMI fora!(esqueci-me de alguma?)
Não deixa de ser curioso que, passados 100 anos, tenhamos voltado a um estado de calamidade a fazer lembrar a 1ª República.
O que, à falta de uma monarquia para culpar e derrubar, nos irá conduzir onde?
Até tenho medo de pensar...
(deveria ter guardado este post para 28 de Maio?)
Já Passo Coelho, na minha opinião, reúne todas as condições necessárias para ser "primeiro". Senão vejamos: é bem parecido, tem um agradável tom de barítono, profere discursos com boa dicção e, mais importante, nunca trabalhou na vida. O problema é que não tem na cabeça outras ideias para além do gasto, e que já provou que não funciona neste país sem cultura de empresa e de concorrência, liberalismo absoluto.
À direita, o ex-ministro da defesa e assuntos do mar(!?), aprendeu a lição quando foi derrotado pelos "trotskistas", o que o levou a vir fazer uma fita à televisão, e passou a um discurso puramente demagógico com algumas ideias boas, diga-se, mas que duvido venham a ser implementadas em caso de vitória.
À esquerda temos mais do mesmo: Portugal fora da nato, nacionalizações já, FMI fora!(esqueci-me de alguma?)
Não deixa de ser curioso que, passados 100 anos, tenhamos voltado a um estado de calamidade a fazer lembrar a 1ª República.
O que, à falta de uma monarquia para culpar e derrubar, nos irá conduzir onde?
Até tenho medo de pensar...
(deveria ter guardado este post para 28 de Maio?)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Thor
Para alguém como eu, que devorava comics americanos quando era novo, este era mais um filme invitável, como foram os Homens Aranha, os Homens de Ferro ou os X-Men.
Thor nunca foi um dos meus preferidos; era um deus, sobrehumano, uma espécie de super-homem, e a minha preferência sempre foi para os heróis mais humanos: o Homem Aranha, na Marvel, que lutava contra as dificuldades da vida; o Batman, na DC, não tinha superpoderes, apenas uma invejável forma física, inteligência e montes de dinheiro.
As únicas histórias que me agradavam, no Thor, eram aquelas que envolviam Asgard e as lendas nórdicas, que esse assunto, sim, interessava-me.
Pois este filme, que felizmente consegui ver sem ser em 3D, tem, precisamente, uma grande dose de Asgard, Odin e dos amigos de Thor, divindades menores nórdicas, só conhecidos pelos iniciados nesta banda desenhada.
A história desenvolve-se em torno da guerra dos deuses de Asgard com os gigantes do frio pelo controlo do universo, um tema épico ao meu gosto, tendo pelo meio uma proverbial "guerra" entra pai, filho e um irmão: mais uma variante do eterno Rei Lear de Shakespeare.
Thor é desempenhado por um grande "bruto" australiano. Um verdadeiro macho, que não se conseguia sentir no cinema mas de certeza que cheira a cavalo, que não se deixa intimidar pela bela Natalie Portman e despacha tudo à pancada, ao jeito de Sir Lancelot no saudoso Mounty Python's Search for the Holly Grail.
Um bom filme, sem lamechices, e com um viking suficientemente bem parecido para justificar uma ida ao cinema à namorada.
Thor nunca foi um dos meus preferidos; era um deus, sobrehumano, uma espécie de super-homem, e a minha preferência sempre foi para os heróis mais humanos: o Homem Aranha, na Marvel, que lutava contra as dificuldades da vida; o Batman, na DC, não tinha superpoderes, apenas uma invejável forma física, inteligência e montes de dinheiro.
As únicas histórias que me agradavam, no Thor, eram aquelas que envolviam Asgard e as lendas nórdicas, que esse assunto, sim, interessava-me.
Pois este filme, que felizmente consegui ver sem ser em 3D, tem, precisamente, uma grande dose de Asgard, Odin e dos amigos de Thor, divindades menores nórdicas, só conhecidos pelos iniciados nesta banda desenhada.
A história desenvolve-se em torno da guerra dos deuses de Asgard com os gigantes do frio pelo controlo do universo, um tema épico ao meu gosto, tendo pelo meio uma proverbial "guerra" entra pai, filho e um irmão: mais uma variante do eterno Rei Lear de Shakespeare.
Thor é desempenhado por um grande "bruto" australiano. Um verdadeiro macho, que não se conseguia sentir no cinema mas de certeza que cheira a cavalo, que não se deixa intimidar pela bela Natalie Portman e despacha tudo à pancada, ao jeito de Sir Lancelot no saudoso Mounty Python's Search for the Holly Grail.
Um bom filme, sem lamechices, e com um viking suficientemente bem parecido para justificar uma ida ao cinema à namorada.
domingo, 15 de maio de 2011
Fundamentalistas
![]() |
Retirada d' O Expresso |
Dir-se ia que foram publicadas por uma qualquer facção muçulmana extremista, mas não. São extremistas, sim, mas judeus.
E esta heim?
Futebóis
Sou Sportinguista, sempre fui. Mas tenho de registar aqui o que me parece ser uma das tradicionais injustiças da bola, fruto da ignorância dos adeptos e, o que acho imperdoável, do fanatismo dos nossos comentadores e jornalistas desportivos.
O Benfica acabou a época em segundo lugar a 15 pontos do Sporting e, pasme-se, acabou a época numa desgraça. O Sporting, a 36 (!) pontos do líder acabou a época em grande, derrotando na "pedreira" o "seu adversário directo", o Braga, com uma exibição que raramente lhe vimos esta época.
Serei só eu que acho isto um bocadito estranho?
O Benfica acabou a época em segundo lugar a 15 pontos do Sporting e, pasme-se, acabou a época numa desgraça. O Sporting, a 36 (!) pontos do líder acabou a época em grande, derrotando na "pedreira" o "seu adversário directo", o Braga, com uma exibição que raramente lhe vimos esta época.
Serei só eu que acho isto um bocadito estranho?
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Irene

Não costumo acompanhar as novelas nacionais e portanto não sei do que a Margarida Vila-Nova seria capaz, mas desempenha o papel na perfeição, com energia quando é precisa e lentidão quando é necessária. Gostei também da sua postura e linguagem gestual em palco. Uma alegre surpresa mas que, provavelmente, não deveria ter sido.
Mais uma recomendação.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Estrangeirada
Decididamente, tenho cara de estrangeiro. É comum, pelas ruas de Lisboa, as pessoas dirigirem-se a mim noutras línguas que não o Português.
Hoje, ou melhor, ontem, fui à casa de banho de uma pastelaria e, quando ia a sair, apareceu uma senhora, velhota, com aparentes problemas de locomução. Cheguei-me para o lado e esperei pacientemente que a senhora passasse.
Esta, agradecida, dirigiu-me um enorme sorriso enquanto me brindava com um arrastado "Hello".
Sorri-lhe de volta e dei-lhe, também, um acalorado "Hello".
Hoje, ou melhor, ontem, fui à casa de banho de uma pastelaria e, quando ia a sair, apareceu uma senhora, velhota, com aparentes problemas de locomução. Cheguei-me para o lado e esperei pacientemente que a senhora passasse.
Esta, agradecida, dirigiu-me um enorme sorriso enquanto me brindava com um arrastado "Hello".
Sorri-lhe de volta e dei-lhe, também, um acalorado "Hello".
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Tempus Fugit
Andava eu a passear pela Madragoa quando vi duas rapariginhas vestidas de igual, de saia aos quadrados coloridos e camisa, e pensei cá para os meus botões: "não me lembro de nenhum colégio de freiras aqui por estes lados, de onde será que esta duas vêm?".
Apenas ao aproximar-me delas reparei nos emblemas hieráldicos cozidos às capas dobradas e atiradas sobre os ombros. Eram duas estudantes universitárias, trajadas, provavelmente do IAD de ali ao pé. Bons tempos, aqueles em que distinguia estudantes universitárias de liceais.
Apenas ao aproximar-me delas reparei nos emblemas hieráldicos cozidos às capas dobradas e atiradas sobre os ombros. Eram duas estudantes universitárias, trajadas, provavelmente do IAD de ali ao pé. Bons tempos, aqueles em que distinguia estudantes universitárias de liceais.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Agamémnon - Vim do Supermercado e dei Porrada no Meu Filho
Continuando com o meu périplo teatreiro, e como não há duas sem três, depois de sairmos do Chapitô fomos dar uma volta pelo chiado, e uma das minhas amigas lembrou-se de ir ver se havia qualquer espectáculo no Jardim de Inverno do São Luís. E, coincidência das coincidências, havia, e era outra peça de teatro com o sugestivo título que também é título deste "post".
O texto é da autoria do dramaturgo hispano-argentino Rodrigo García, a encenação de John Romão e a interpretação está a cargo de Gonçalo Waddington.
Não conhecia, confesso, Rodrigo García, mas de acordo com o que li pela net trata-se de um autor muito premiado, e esta obra, a sua primeira a ser levada à cena em Portugal, recebeu o prémio UBU 2004 em Itália.
A peça conta a história de um pai de família que vai ao supermercado fazer compras, e cede ao seu impulso consumista comprando uma série de coisas inúteis. Chegado a casa verifica que comprou ao seu filho uma camisola grande de mais e quando este recusa voltar com ele ao supermercado para a trocar torna-se violento. O actor convida a família para jantar fora e leva-os a um KFC, onde segue o seu monólogo numa dissertação sobre o consumismo, o capitalismo e a esperança.
O texto é bastante violento e a encenação chocante, envolvendo linguagem rude, agressividade e muito ketchup. Apesar de não conhecer o autor li algumas coisas na net que me permitem concluir que é comum nas suas peças este tipo de atitude chocante, para chamar a atenção e fazer valer o seu ponto de vista. Na minha opinião, apesar de conseguir chamar a atenção, a mensagem que pretende fazer passar é banal: uma dissertação contra os males do capitalismo, e a verdade é que já não tenho idade para me chocar, ou rir, como faziam nervosamente alguns espectadores, sempre que o actor berra um palavrão em palco, ou enche uma camisa de ketchup. Chocou-me, sim, ver a maneira como tratou alguns livros em cima de outras tantas estantes - sou muito sensível neste ponto.
Até sou capaz de aceitar que este autor seja vangloriado por uma certa "intelectualidade" pelo trabalho que faz em prol do teatro como arma de comunicação e não de entretenimento. Mas, sinceramente, já não tenho pachorra para isto. No entanto, há que dizê-lo com toda a frontalidade, o nosso grupo, onde ninguém gostou particularmente desta peça, discutiu-a durante muito mais tempo que a anterior, que toda a gente tinha adorado; teve, pelo menos, o condão de nos pôr a discutir (no bom sentido, claro).
Resta-me dizer que, apesar de tudo, Gonçalo Waddington construiu uma personagem poderosa e parece-me que consegue extrair todo o sumo da peça.
Mais uma vez não podia recomendar que vão a correr ao São Luís ver a peça, mesmo que quisesse, porque já saiu de cena.
Para a próxima vai ser melhor com certeza, vou ver "Irene" pel' O Bando.
O texto é da autoria do dramaturgo hispano-argentino Rodrigo García, a encenação de John Romão e a interpretação está a cargo de Gonçalo Waddington.
Não conhecia, confesso, Rodrigo García, mas de acordo com o que li pela net trata-se de um autor muito premiado, e esta obra, a sua primeira a ser levada à cena em Portugal, recebeu o prémio UBU 2004 em Itália.
A peça conta a história de um pai de família que vai ao supermercado fazer compras, e cede ao seu impulso consumista comprando uma série de coisas inúteis. Chegado a casa verifica que comprou ao seu filho uma camisola grande de mais e quando este recusa voltar com ele ao supermercado para a trocar torna-se violento. O actor convida a família para jantar fora e leva-os a um KFC, onde segue o seu monólogo numa dissertação sobre o consumismo, o capitalismo e a esperança.
O texto é bastante violento e a encenação chocante, envolvendo linguagem rude, agressividade e muito ketchup. Apesar de não conhecer o autor li algumas coisas na net que me permitem concluir que é comum nas suas peças este tipo de atitude chocante, para chamar a atenção e fazer valer o seu ponto de vista. Na minha opinião, apesar de conseguir chamar a atenção, a mensagem que pretende fazer passar é banal: uma dissertação contra os males do capitalismo, e a verdade é que já não tenho idade para me chocar, ou rir, como faziam nervosamente alguns espectadores, sempre que o actor berra um palavrão em palco, ou enche uma camisa de ketchup. Chocou-me, sim, ver a maneira como tratou alguns livros em cima de outras tantas estantes - sou muito sensível neste ponto.
Até sou capaz de aceitar que este autor seja vangloriado por uma certa "intelectualidade" pelo trabalho que faz em prol do teatro como arma de comunicação e não de entretenimento. Mas, sinceramente, já não tenho pachorra para isto. No entanto, há que dizê-lo com toda a frontalidade, o nosso grupo, onde ninguém gostou particularmente desta peça, discutiu-a durante muito mais tempo que a anterior, que toda a gente tinha adorado; teve, pelo menos, o condão de nos pôr a discutir (no bom sentido, claro).
Resta-me dizer que, apesar de tudo, Gonçalo Waddington construiu uma personagem poderosa e parece-me que consegue extrair todo o sumo da peça.
Mais uma vez não podia recomendar que vão a correr ao São Luís ver a peça, mesmo que quisesse, porque já saiu de cena.
Para a próxima vai ser melhor com certeza, vou ver "Irene" pel' O Bando.
terça-feira, 3 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
O Cemitério dos Prazeres
As peças do Chapitô são sempre boas, e esta segue a regra.
A história é sobre dois coveiros num cemitério, que vêem desfilar perante si uma série de situações, geralmente cómicas, com variadas personagens que cedo percebemos serem os "clientes" da dupla. Todos interpretados pelos excelentes actores Jorge Cruz e Tiago Viegas.
As cenas têm um ritmo alucinante, em que os actores mudam de personagem pela mudança de roupa, em cena. Tudo muito bem encadeado, sem tempos mortos, com os actores a alternarem entre si as mudanças e nunca quebrando o ritmo.
Os textos são sensacionais e o final surpreendente, e tudo num cenário minimalista, constituído simplesmente por peças de roupa espalhadas pelo chão e que servem o duplo propósito de serem roupa para as personagens e terra manejada pelos coveiros. Além disto apenas dois adereços: as pás.
Recomendaria vivamente se ainda estivesse em cena. Mas já não e o caso.
A história é sobre dois coveiros num cemitério, que vêem desfilar perante si uma série de situações, geralmente cómicas, com variadas personagens que cedo percebemos serem os "clientes" da dupla. Todos interpretados pelos excelentes actores Jorge Cruz e Tiago Viegas.
As cenas têm um ritmo alucinante, em que os actores mudam de personagem pela mudança de roupa, em cena. Tudo muito bem encadeado, sem tempos mortos, com os actores a alternarem entre si as mudanças e nunca quebrando o ritmo.
Os textos são sensacionais e o final surpreendente, e tudo num cenário minimalista, constituído simplesmente por peças de roupa espalhadas pelo chão e que servem o duplo propósito de serem roupa para as personagens e terra manejada pelos coveiros. Além disto apenas dois adereços: as pás.
Recomendaria vivamente se ainda estivesse em cena. Mas já não e o caso.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Teatralidades
No passado sábado saí com dois amigos para um programa que há muito não fazia: jantar e teatro.
O sítio escolhido foi o Chapitô e, como é habitual, foi necessário reservar mesa e o espectáculo. Se para o primeiro caso foi pacífico, mesa marcada com vista para o "mar", e em boa hora já que na altura do jantar o restaurante estava esgotado, para o espectáculo o caso caso foi mais bicudo: quando telefonei já havia mais de 90 reservas para uma sala que comporta cerca de 70 pessoas.
Chegado ao Chapitô para o jantar, dirigi-me à bilheteira e informei-os que estaria no restaurante e estava à espera de desistências para poder ver a peça. O senhor da bilheteira, muito prestável, foi mais tarde ter comigo ao restaurante para me informar que já havia bilhetes disponíveis e que os podia ir levantar. Ao que lhe respondi, apontando para a sobremesa, que assim que acabasse de jantar iria à bilheteira.
Duas senhoras estrangeiras, sentadas ao nosso lado, fizeram um ar de pânico, e perguntaram-nos, atrapalhadas, se tínhamos de nos ir embora. Ao que lhes respondemos que não, que podiam comer descansadas.
Julgavam que nos estavam o pôr na rua!
O sítio escolhido foi o Chapitô e, como é habitual, foi necessário reservar mesa e o espectáculo. Se para o primeiro caso foi pacífico, mesa marcada com vista para o "mar", e em boa hora já que na altura do jantar o restaurante estava esgotado, para o espectáculo o caso caso foi mais bicudo: quando telefonei já havia mais de 90 reservas para uma sala que comporta cerca de 70 pessoas.
Chegado ao Chapitô para o jantar, dirigi-me à bilheteira e informei-os que estaria no restaurante e estava à espera de desistências para poder ver a peça. O senhor da bilheteira, muito prestável, foi mais tarde ter comigo ao restaurante para me informar que já havia bilhetes disponíveis e que os podia ir levantar. Ao que lhe respondi, apontando para a sobremesa, que assim que acabasse de jantar iria à bilheteira.
Duas senhoras estrangeiras, sentadas ao nosso lado, fizeram um ar de pânico, e perguntaram-nos, atrapalhadas, se tínhamos de nos ir embora. Ao que lhes respondemos que não, que podiam comer descansadas.
Julgavam que nos estavam o pôr na rua!
sábado, 23 de abril de 2011
Máxima
Um amigo meu, em tempos, fez uma viagem num navio de transporte de gado. Com o gado, vacas, vinha também o respectivo vaqueiro. Ora, o bom do homem tinha uma máxima que me ficou para sempre na memória. Dizia: "Eu tomo sempre banho no Natal e na Páscoa. Quer seja preciso quer não seja!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
À chuva de calções
No outro dia, aproveitando as férias que gozo esta semana, fui sair com uma amiga de longa data. Depois de jantar fomos a um conhecido, e antigo, bar aqui da capital. À saída, como tem sido hábito ultimamente, caía uma valente carga de água. Eu e a minha amiga ficámos à porta na esperança que o tempo amainasse.
Enquanto esperávamos chegou um grupo que tinha feito o caminho a pé e à chuva, ou seja, estavam encharcados. Refugiaram-se, tal como nós, debaixo do toldo, acenderam cigarros e entraram. À passagem pelo porteiro há um deles que lhe pergunta:
— Podemos entrar a fumar?
— A fumar sim, — responde o porteiro — mas de calções é que não.
Um deles ostentava, de facto, um par de calções muito em voga.
Eles bem tentaram argumentar com o porteiro e chegar à fala com o patrão, mas este não se demoveu:
— A política da casa é, quem vem de calções não entra. Sempre foi assim desde que cá estou e não vai mudar agora. Por isso nem vale a pena falar com o patrão porque não vai adiantar nada.
Não fiquei lá para ver o fim da cena, mas palpita-me que se tiveram de se fazer à chuva outra vez.
Enquanto esperávamos chegou um grupo que tinha feito o caminho a pé e à chuva, ou seja, estavam encharcados. Refugiaram-se, tal como nós, debaixo do toldo, acenderam cigarros e entraram. À passagem pelo porteiro há um deles que lhe pergunta:
— Podemos entrar a fumar?
— A fumar sim, — responde o porteiro — mas de calções é que não.
Um deles ostentava, de facto, um par de calções muito em voga.
Eles bem tentaram argumentar com o porteiro e chegar à fala com o patrão, mas este não se demoveu:
— A política da casa é, quem vem de calções não entra. Sempre foi assim desde que cá estou e não vai mudar agora. Por isso nem vale a pena falar com o patrão porque não vai adiantar nada.
Não fiquei lá para ver o fim da cena, mas palpita-me que se tiveram de se fazer à chuva outra vez.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Conversa ao telefone com uma tia minha:
— Tens de cá vir a casa buscar uns pratos e umas chávenas que cá tenho, para levares para casa do teu tio. — Disse-me ela, ao que respondi:
— Mas ele não come em casa, não precisa de loiça.
— Pois é, mas podemos nós querer ir comer a casa dele, e precisamos de ter onde comer.
Muito bem visto. Tem toda a razão.
— Tens de cá vir a casa buscar uns pratos e umas chávenas que cá tenho, para levares para casa do teu tio. — Disse-me ela, ao que respondi:
— Mas ele não come em casa, não precisa de loiça.
— Pois é, mas podemos nós querer ir comer a casa dele, e precisamos de ter onde comer.
Muito bem visto. Tem toda a razão.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Ah Paris, Paris
A primeira vez que fui a Paris foi em turismo. Chegámos e partimos de avião, pelo aeroporto de Orly.
Na viagem de regresso apanhámos um "shuttle" do centro para o aeroporto, no qual foi também uma amigável senhora, do Sul de França, que rapidamente meteu conversa connosco.
Por acaso, havia obras no aeroporto, e o autocarro, que devia passar no terminal 5, foi directamente ao 4, e lá ficou parado tendo motorista dito, antes de se ir embora, que não nos precupássemos pois o autocarro passaria no terminal 5 no caminho de volta a Paris.
A senhora entrou em "stress", com medo de perder o avião.
Ás tantas volta-se para um sujeito que estava de pé na paragem e dispara:
— Mas afinal a que horas é que sai o autocarro? — ao que ele responde zangado:
— Ó minha senhora, já lhe disse três vezes que não sou o motorista!
Na viagem de regresso apanhámos um "shuttle" do centro para o aeroporto, no qual foi também uma amigável senhora, do Sul de França, que rapidamente meteu conversa connosco.
Por acaso, havia obras no aeroporto, e o autocarro, que devia passar no terminal 5, foi directamente ao 4, e lá ficou parado tendo motorista dito, antes de se ir embora, que não nos precupássemos pois o autocarro passaria no terminal 5 no caminho de volta a Paris.
A senhora entrou em "stress", com medo de perder o avião.
Ás tantas volta-se para um sujeito que estava de pé na paragem e dispara:
— Mas afinal a que horas é que sai o autocarro? — ao que ele responde zangado:
— Ó minha senhora, já lhe disse três vezes que não sou o motorista!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Coisa vulgar
Aqui há dias, em conversa com um parente meu sobre outro familiar, indaguei do seu estado de saúde, que não está lá muito bem.
E dizia eu:
— Mas afinal o que é que ela tem?
— Não me lembro — dizia-me ele, que já está um bocadito esquecido. — aquilo que toda a gente tem.
— O quê? — Perguntei-lhe — Constipação?
— Não — Respondeu-me ele, lembrando-se finalmente — Cancro!
E dizia eu:
— Mas afinal o que é que ela tem?
— Não me lembro — dizia-me ele, que já está um bocadito esquecido. — aquilo que toda a gente tem.
— O quê? — Perguntei-lhe — Constipação?
— Não — Respondeu-me ele, lembrando-se finalmente — Cancro!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O Tio Boonmee Que Se Lembra das Suas Vidas Anteriores
Entrei no cinema, como tem sido habitual nos últimos tempos, sem ninguém na sala.
O filme começa e logo de início sinto que algo não está bem. A imagem salta e tem pouca nitidez, como se fosse um filme dos anos 20. Imagino o som da máquina de projectar. Para ajudar à sensação o filme pára segundos depois de começar. Partiu a fita? foi de propósito? Não sei.
As imagens iniciais são de uma selva tailandesa, a envolvência sonora é magnífica. Quem tem este cuidado com a qualidade do som não tem aquela qualidade de imagem por acaso: é propositado.
Sou perseguido durante o filme pela sensação de que os actores debitam o texto com pouca emoção. Chegado a casa, uma rápida busca pela internet confirma-me a suspeita: o realizador gosta de usar actores não profissionais das suas produções.
Francamente, tenho de admitir que andei perdido durante o filme. A personagem principal é um homem às portas da morte. Ou será que já morreu? Recorda vidas passadas. Ou fantasia no extertor da morte? Sonha com o futuro. Ou fala com personagens que não existem a não ser na sua imaginação?
Logo no início da narrativa somos confrontados com a sua defunta mulher e o seu desaparecido filho, transfigurado num macaco-fantasma. Tudo assumido com tal naturalidade que nos leva a crer que é mesmo natural, ou seja, já estamos no reino dos mortos (ou não).
O filme evolui entre diálogos banais e paisagens tailandesas, num ritmo morno, sendo a única excepção o episódio da princesa desfigurada (que me parece ser interpretado por uma profissional e, talvez por causa disso, nos prende a atenção). Será, como li algures, uma vida passada do protagonista? Será mais um devaneio da sua imaginação? Não sei e creio que ninguém o poderá afirmar ao certo. Mas a incerteza parece-me ser o fio condutor deste filme. O realizador dá-se a grande trabalho para que nada fique devidamente certinho e arrumado.
O filme termina com a cena, talvez, mais surreal, envolvendo um monge budista que deixa de ser monge. Ou será que nunca foi? Que sai para jantar com uma das protagonistas da história. ou será que fica no quarto a ver televisão? Ou será que o que vi antes, no filme, não era a verdadeira história, e este fim sim? Ou será que este monge era apenas mais uma das encarnações do protagonista?
Não é, definitivamente, um filme para ver numa tarde de domingo, nem sequer de digestão fácil, mesmo para quem goste. A crítica que li é radical: ou adora o filme ou o odeia. Infelizmente as críticas favoráveis que li limitam-se a dizer que o filme é bom porque é bom, ou porque faz lembrar outros filmes. Sem nenhuma objectividade.
Quanto a mim, confesso, não sei se gosto ou se não gosto. Mas o filme deixou-me a pensar até muito tempo depois de o ver, e gosto disso.
O filme começa e logo de início sinto que algo não está bem. A imagem salta e tem pouca nitidez, como se fosse um filme dos anos 20. Imagino o som da máquina de projectar. Para ajudar à sensação o filme pára segundos depois de começar. Partiu a fita? foi de propósito? Não sei.
As imagens iniciais são de uma selva tailandesa, a envolvência sonora é magnífica. Quem tem este cuidado com a qualidade do som não tem aquela qualidade de imagem por acaso: é propositado.
Sou perseguido durante o filme pela sensação de que os actores debitam o texto com pouca emoção. Chegado a casa, uma rápida busca pela internet confirma-me a suspeita: o realizador gosta de usar actores não profissionais das suas produções.
Francamente, tenho de admitir que andei perdido durante o filme. A personagem principal é um homem às portas da morte. Ou será que já morreu? Recorda vidas passadas. Ou fantasia no extertor da morte? Sonha com o futuro. Ou fala com personagens que não existem a não ser na sua imaginação?
Logo no início da narrativa somos confrontados com a sua defunta mulher e o seu desaparecido filho, transfigurado num macaco-fantasma. Tudo assumido com tal naturalidade que nos leva a crer que é mesmo natural, ou seja, já estamos no reino dos mortos (ou não).
O filme evolui entre diálogos banais e paisagens tailandesas, num ritmo morno, sendo a única excepção o episódio da princesa desfigurada (que me parece ser interpretado por uma profissional e, talvez por causa disso, nos prende a atenção). Será, como li algures, uma vida passada do protagonista? Será mais um devaneio da sua imaginação? Não sei e creio que ninguém o poderá afirmar ao certo. Mas a incerteza parece-me ser o fio condutor deste filme. O realizador dá-se a grande trabalho para que nada fique devidamente certinho e arrumado.
O filme termina com a cena, talvez, mais surreal, envolvendo um monge budista que deixa de ser monge. Ou será que nunca foi? Que sai para jantar com uma das protagonistas da história. ou será que fica no quarto a ver televisão? Ou será que o que vi antes, no filme, não era a verdadeira história, e este fim sim? Ou será que este monge era apenas mais uma das encarnações do protagonista?
Não é, definitivamente, um filme para ver numa tarde de domingo, nem sequer de digestão fácil, mesmo para quem goste. A crítica que li é radical: ou adora o filme ou o odeia. Infelizmente as críticas favoráveis que li limitam-se a dizer que o filme é bom porque é bom, ou porque faz lembrar outros filmes. Sem nenhuma objectividade.
Quanto a mim, confesso, não sei se gosto ou se não gosto. Mas o filme deixou-me a pensar até muito tempo depois de o ver, e gosto disso.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Prémio
Aqui há dias fui com um grupo jantar a um restaurante lisboeta. Quando chegou à altura da sobremesa perguntei ao empregado o que é que ele aconselhava, ao que me respondeu, taxativamente:
- Prove o nosso cheesecake, recebeu uma medalha de ouro do melhor cheesecake.
- Ah sim? - respondi-lhe, em jeito de interrogação - e quem é que deu o prémio?
- Bem - disse-me ele com um ar um bocado baralhado, fazendo depois uma breve pausa - o juri!
- Prove o nosso cheesecake, recebeu uma medalha de ouro do melhor cheesecake.
- Ah sim? - respondi-lhe, em jeito de interrogação - e quem é que deu o prémio?
- Bem - disse-me ele com um ar um bocado baralhado, fazendo depois uma breve pausa - o juri!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Suecadas II
Nos meus tempos de juventude fui fazer um curso de verão a Coimbra, daquele tipo que mete estudantes de toda a Europa.
Acabadinho de chegar ao pólo da universidade e envergando uma T-shirt que tinha comprado na Suécia, onde tivera ido recentemente, que dizia: "Sweden land of the Vikings", entrei num bar onde nos aguardavam uma série de alunos locais que nos deviam orientar no começo do curso.
Conforme entro um deles vira-se para os outros e diz em alto e bom som:
— Aposto que este gajo é sueco!
Podem imaginar a cara dele, e a galhofa que foi na sala, quando lhe respondi que era português.
Acabadinho de chegar ao pólo da universidade e envergando uma T-shirt que tinha comprado na Suécia, onde tivera ido recentemente, que dizia: "Sweden land of the Vikings", entrei num bar onde nos aguardavam uma série de alunos locais que nos deviam orientar no começo do curso.
Conforme entro um deles vira-se para os outros e diz em alto e bom som:
— Aposto que este gajo é sueco!
Podem imaginar a cara dele, e a galhofa que foi na sala, quando lhe respondi que era português.
A crise chegou à Luz
E com ela a austeridade.
O revez causado pela perda do campeonato nas contas do Benfica, obrigou à tomada de medidas para poupança imediata. Assim, as luzes do estádio foram apagadas imediatamente após o final do jogo para poupança extra de energia, e o relvado passa, a partir de hoje, a ser regado de noite para evitar a evaporação e assim se poupar na conta da água.
O revez causado pela perda do campeonato nas contas do Benfica, obrigou à tomada de medidas para poupança imediata. Assim, as luzes do estádio foram apagadas imediatamente após o final do jogo para poupança extra de energia, e o relvado passa, a partir de hoje, a ser regado de noite para evitar a evaporação e assim se poupar na conta da água.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Ainda não tinha falado disto!
Nuno Markl: Vai-te embora.
Bruno Nogueira: reduz-te à tua insignificância.
Nílton: Volta para de onde vieste.
Unas: Nem tentes mais.
Agora temos o Paulo Futre!
Bruno Nogueira: reduz-te à tua insignificância.
Nílton: Volta para de onde vieste.
Unas: Nem tentes mais.
Agora temos o Paulo Futre!
quinta-feira, 31 de março de 2011
Suecadas
Numa das reuniões que tive na Madeira estava a mesa cheia de gente e o meu colega, às páginas tantas, apresenta-me dizendo:
- Aqui o Henrique... - ao que foi interrompido por um dos participantes que perguntou?
- Como é que se chama?
- Henrique - respondi eu surpreendido.
- Ah, é que o meu cartão diz Conny Larsson. Até pensei que era sueco!
Pois, tinha-me enganado e dado o cartão de um colega sueco, que tinha ficado no meio dos meus por engano. Mas não me fui abaixo e respondi-lhe:
- É que eu vim há quinze dias da Suécia. Devo ter ficado com um ar "assuecado".
- Aqui o Henrique... - ao que foi interrompido por um dos participantes que perguntou?
- Como é que se chama?
- Henrique - respondi eu surpreendido.
- Ah, é que o meu cartão diz Conny Larsson. Até pensei que era sueco!
Pois, tinha-me enganado e dado o cartão de um colega sueco, que tinha ficado no meio dos meus por engano. Mas não me fui abaixo e respondi-lhe:
- É que eu vim há quinze dias da Suécia. Devo ter ficado com um ar "assuecado".
sábado, 26 de março de 2011
Imigrantes
O taxista que nos levou do hotel, em Estocolmo, para o aeroporto de Arlanda era curdo e tinha fugido do Iraque quando o Saddam bombardeou o povo dele com armas químicas.
Como imigrante tornado cidadão sueco o taxista gozava de todos os privilégios dos cidadãos locais: excelentes serviços médicos, bom salário, educação gratuita, etc. Claro que tudo isto não lhe chegava, e afirmou não gostar nada de viver em Estocolmo para além de, pasme-se, 80% (?!) dos suecos serem homosexuais - certo e de onde vêm os bebés? - e as mulheres por lá mudarem de marido de 2 em 2 anos.
Faz-me lembrar um certa cena de um certo filme:
Bem, e toca a fazer a mala mais uma vez, desta vez para a Madeira, onde não espero encontrar um taxista destes.
Como imigrante tornado cidadão sueco o taxista gozava de todos os privilégios dos cidadãos locais: excelentes serviços médicos, bom salário, educação gratuita, etc. Claro que tudo isto não lhe chegava, e afirmou não gostar nada de viver em Estocolmo para além de, pasme-se, 80% (?!) dos suecos serem homosexuais - certo e de onde vêm os bebés? - e as mulheres por lá mudarem de marido de 2 em 2 anos.
Faz-me lembrar um certa cena de um certo filme:
Bem, e toca a fazer a mala mais uma vez, desta vez para a Madeira, onde não espero encontrar um taxista destes.
quinta-feira, 24 de março de 2011
O verdadeiro hooligan
Sou eu!
Certa vez, na bola, o meu rico clube falhou um golo daqueles de baliza aberta. Expressei o meu desagrado com um gesto energético e dramático no ar.
Tanto azar que a cabeça do meu vizinho da frente estava precisamente no fim da trajectória. O pobre senhor até viu estrelas. Passou o resto do jogo a coçar o "alto da tola" e eu envergonhado; depois, claro, de me desfazer em desculpas.
Certa vez, na bola, o meu rico clube falhou um golo daqueles de baliza aberta. Expressei o meu desagrado com um gesto energético e dramático no ar.
Tanto azar que a cabeça do meu vizinho da frente estava precisamente no fim da trajectória. O pobre senhor até viu estrelas. Passou o resto do jogo a coçar o "alto da tola" e eu envergonhado; depois, claro, de me desfazer em desculpas.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Vergonhaças
Como é que se explica a uma série machos mediterrâneos que as mulheres na Suécia não estão habituadas a que lhes invadam o "espaço". Que, pura e simplesmente, os homens lá do burgo não se metem com elas? Que as deixam trabalhar em paz e as respeitam como profissionais?
Pois é, não há como explicar, e passam-se umas vergonhas enquanto elas olham para nós como se fossemos de outro planeta, depois de ouvirem umas bocas.
Pois é, não há como explicar, e passam-se umas vergonhas enquanto elas olham para nós como se fossemos de outro planeta, depois de ouvirem umas bocas.
domingo, 20 de março de 2011
Impressões Suecas
Cheguei à Suécia na altura mais feia do ano: o fim do Inverno. De dia uns amenos 3 ºC, positivos, de noite descia aos -4! Os dias estavam bonitos e soalheiros mas já não nevava há algum tempo e a chuva, pouca, ainda não tinha sido suficiente para limpar a paisagem.
O resultado disto eram lagos, muitos, completamente congelados e montes de neve por todo o lado, mas não suficientes para pôr tudo branco. Pelas beiras das estradas acumulavam-se montes de neve, sujos, e a vegetação estava toda queimada pelo gelo; verde nem vê-lo.
A Suécia é um país lindíssimo, tanto de verão como de inverno. Há água por todo o lado em milhares de lagos e uma densa florestação. De inverno fica tudo branco e cheio de neve; de verão é tudo verde e cheio de água.
Que pena ter-me calhado a altura feia...
O resultado disto eram lagos, muitos, completamente congelados e montes de neve por todo o lado, mas não suficientes para pôr tudo branco. Pelas beiras das estradas acumulavam-se montes de neve, sujos, e a vegetação estava toda queimada pelo gelo; verde nem vê-lo.
A Suécia é um país lindíssimo, tanto de verão como de inverno. Há água por todo o lado em milhares de lagos e uma densa florestação. De inverno fica tudo branco e cheio de neve; de verão é tudo verde e cheio de água.
Que pena ter-me calhado a altura feia...
quinta-feira, 17 de março de 2011
O fim da civilização?
Levantamos voo do Aeroporto de Lisboa às 9:30h da manhã para Copenhaga, na Dinamarca. Depois de um voo de três horas e de mais uma hora de espera apanhámos o comboio para Kalmar, Suécia. No comboio a primeira surpresa: os civilizados Suecos, afinal, não têm respeito nenhum pelos lugares marcados no comboio e foi necessário "espantá-los" dos lugares que deveriam ser nossos.
Durante a estadia por essas terras de viquingues a confirmação de uma experiência anterior na Suécia, e noutros países nórdicos: aquela gente dá-nos encontrões nas ruas e nas lojas, quando passa por nós, e nem pede desculpa; é como se toda a gente lhes devesse e ninguém lhes pagasse.
Nas ruas de Estocolmo outra surpresa: afinal o crescimento económico tem os seus custos para todos. A cidade tem um trânsito infernal, há bichas por todo o lado e, pasme-se, os Suecos entopem os cruzamentos de uma maneira muito latina.
Não tivesse eu começado a viagem pela pacata cidade de Kalmar e continuado pela pequena aldeia de Emmaboda, onde se situa a "nossa" fábrica, estaria neste momento a lamentar a perda da civilização da Suécia. Isso e os comentários do taxista que nos levou ao aeroporto de Arlanda, Estocolmo. Mas a isso volto mais tarde.
Durante a estadia por essas terras de viquingues a confirmação de uma experiência anterior na Suécia, e noutros países nórdicos: aquela gente dá-nos encontrões nas ruas e nas lojas, quando passa por nós, e nem pede desculpa; é como se toda a gente lhes devesse e ninguém lhes pagasse.
Nas ruas de Estocolmo outra surpresa: afinal o crescimento económico tem os seus custos para todos. A cidade tem um trânsito infernal, há bichas por todo o lado e, pasme-se, os Suecos entopem os cruzamentos de uma maneira muito latina.
Não tivesse eu começado a viagem pela pacata cidade de Kalmar e continuado pela pequena aldeia de Emmaboda, onde se situa a "nossa" fábrica, estaria neste momento a lamentar a perda da civilização da Suécia. Isso e os comentários do taxista que nos levou ao aeroporto de Arlanda, Estocolmo. Mas a isso volto mais tarde.
domingo, 13 de março de 2011
Rodrigo Leão
Fui ontem a Palmela, a convite da minha amiga TT, ver o concerto que o Rodrigo Leão deu no recentemente reformado Cineteatro São João.
A noite começou auspiciosa, com a excelente e famosa feijoada de Coelho do Terceira Geração, um dos meus restaurantes preferidos em Palmela onde, por sinal, também comeram o seu repasto o Rodrigo Leão e a sua Entourage.
O concerto foi excelente. A música do Rodrigo Leão varia de valsas a tangos em belas melodias, sempre muito bem interpretadas pelo grupo. Gostei especialmente de observar a enorme cumplicidade dos músicos, tudo gente muito nova na casa dos vinte-e-tais, trintas, que conseguiam passar para a plateia todo o entusiasmo que sentiam a tocar aquelas peças. Adorei os jogos entre o acordeão e o violino, entro o violino e a viola de arco e entre este último e o violoncelo; tudo tocado sempre com sorrisos nos lábios e trocas de olhares cúmplices.
Rematamos a noite com boa conversa num bar de Palmela, como há muito tempo não tinha, e que me despertou recordações de planos antigos que já tinha posto de lado. Talvez volte a ser tempo de os pôr em prática.
Agora toca a fazer a mala para ir para o frio da Suécia.
A noite começou auspiciosa, com a excelente e famosa feijoada de Coelho do Terceira Geração, um dos meus restaurantes preferidos em Palmela onde, por sinal, também comeram o seu repasto o Rodrigo Leão e a sua Entourage.
O concerto foi excelente. A música do Rodrigo Leão varia de valsas a tangos em belas melodias, sempre muito bem interpretadas pelo grupo. Gostei especialmente de observar a enorme cumplicidade dos músicos, tudo gente muito nova na casa dos vinte-e-tais, trintas, que conseguiam passar para a plateia todo o entusiasmo que sentiam a tocar aquelas peças. Adorei os jogos entre o acordeão e o violino, entro o violino e a viola de arco e entre este último e o violoncelo; tudo tocado sempre com sorrisos nos lábios e trocas de olhares cúmplices.
Rematamos a noite com boa conversa num bar de Palmela, como há muito tempo não tinha, e que me despertou recordações de planos antigos que já tinha posto de lado. Talvez volte a ser tempo de os pôr em prática.
Agora toca a fazer a mala para ir para o frio da Suécia.
quinta-feira, 10 de março de 2011
O Discurso do Rei

Que o filme era previsível, já eu estava à espera. Que a história era banal, já eu sabia. Que o Colin Firth não consegue fazer outra cara, não me surpreende.
Já o que eu não esperava era que o Geoffrey Rush montasse um personagem género Alfaiate-do-Panamá-2 (e foi bem melhor nesse filme). Eu estava à espera que todo o filme rodasse à volta dele e que ele montasse um personagem absorvente. Mas não, surpreendeu-me, e o filme fica todo ele sensaborão e, atrevo-me a dizer, um bocado seca.
Só uma nota final para dizer bem da Helena Bonham Carter que faz um papelão e transmite uma enorme força de cada vez que entra em cena, tal e qual uma rainha de um rei gago deveria ser.
terça-feira, 8 de março de 2011
Carnavaladas
A malta em Peniche leva o carnaval muito a sério. Nos anos em que lá vivi a animação era grande, toda a gente andava mascarada de sexta a terça; alguns mal iam à cama.
Uma vez, um folião instalou uma cadeira de barbeiro no meio da rua e, vestido com uma bata, oferecia cortes de cabelo de borla.
O mais estranho é que, no meio de tanta bebedeira, houve mesmo uns quantos que se sentaram na cadeira, onde o suposto barbeiro, armado de uma máquina zero, lhes fez umas valentes peladas na cabeça.
Uma vez, um folião instalou uma cadeira de barbeiro no meio da rua e, vestido com uma bata, oferecia cortes de cabelo de borla.
O mais estranho é que, no meio de tanta bebedeira, houve mesmo uns quantos que se sentaram na cadeira, onde o suposto barbeiro, armado de uma máquina zero, lhes fez umas valentes peladas na cabeça.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Coscuvilhices
Conversa ouvida à hora de almoço na mesa ao lado:
— Traga-me uma cola zero, por favor. — diz a mulher mais nova.
— Cola zero não temos — responde o empregado — só se for cola normal.
— Também para que é que queres cola zero? — diz a mais velha — é para não engordar?
— Ora — responde a mais nova — a partir dos quarenta até respirar engorda!
— Traga-me uma cola zero, por favor. — diz a mulher mais nova.
— Cola zero não temos — responde o empregado — só se for cola normal.
— Também para que é que queres cola zero? — diz a mais velha — é para não engordar?
— Ora — responde a mais nova — a partir dos quarenta até respirar engorda!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Cavalgada
A empresa onde trabalho organizou uma sessão de Team Building que, entre outras coisas, metia equitação.
Quando chegou à altura de trepar para o cavalo o monitor, vendo-me aflito, resolveu dar me uma ajuda e dirigir-me umas palavras de consolo:
Monitor: Quanto é que você pesa?
Eu: ""#$% [nº pornográfico]
Monitor: O XXXXXX [figura pública] pesa o mesmo e eu pu-lo em cima do cavalo. Também o consigo pôr a si!
Eu: ah, sim?
E depois veio a parte do consolo:
Monitor: Ele diz que pesa isso, mas pesa muito mais.
E de facto, lá me pus em cima do cavalo.
Quando chegou à altura de trepar para o cavalo o monitor, vendo-me aflito, resolveu dar me uma ajuda e dirigir-me umas palavras de consolo:
Monitor: Quanto é que você pesa?
Eu: ""#$% [nº pornográfico]
Monitor: O XXXXXX [figura pública] pesa o mesmo e eu pu-lo em cima do cavalo. Também o consigo pôr a si!
Eu: ah, sim?
E depois veio a parte do consolo:
Monitor: Ele diz que pesa isso, mas pesa muito mais.
E de facto, lá me pus em cima do cavalo.
terça-feira, 1 de março de 2011
Sopradelas

Na última quinta-feira à chegada a casa, vindo de um jantar com uma série de amigos que já não via há alguns anos, lá estava à minha espera um "auto-stop" da PSP. Até aqui nada de novo, até comecei a tirar os documentos antes do polícia chegar ao pé de mim. O que já não é habitual, e foi a primeira vez que o vi, era o granel que ia no meio da rua. Os polícias gritavam uns com os outros; o que me estava a "atender" pediu-me os documentos, meus e do carro, e desapareceu para voltar momentos depois e afinal já só queria os meus documentos. Enfim, uma confusão.
Observou os "papeis" e, como é da praxe, perguntou-me se tinha bebido alguma coisa, ao que eu respondi que tinha bebido uma cerveja. E lá fui eu soprar no malfadado aparelho.
Depois de tudo cumprido, com os polícias a atrapalharem-se e a resmungarem uns com os outros, já eu me dirigia para o meu carro quando o guarda me berra lá do fundo:
- Espere aí! Que idade é que você tem?
- 41 - respondi também com um berro, já a entrar no carro.
Ainda bem que não sou mulher...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Salto de Peixe
Fui em tempos, com um grupo de amigos, passar uns dias a casa de um deles, de campo, que tinha um corte de tenis com uma cerca de rede.
Chegados já de noite resolvemos ir fazer um joguito de vólei, no corte, à luz dos poucos holofotes existentes.
Às tantas uma bola mais forte saiu do campo, cabendo-me a mim ir buscá-la. Dei uma corrida rápida, lancei-me em salto para fora do corte e, quando dou por mim estava a voltar para trás.
Tinha-me lançado contra a rede, que não tinha visto por causa da pouca luz.
Chegados já de noite resolvemos ir fazer um joguito de vólei, no corte, à luz dos poucos holofotes existentes.
Às tantas uma bola mais forte saiu do campo, cabendo-me a mim ir buscá-la. Dei uma corrida rápida, lancei-me em salto para fora do corte e, quando dou por mim estava a voltar para trás.
Tinha-me lançado contra a rede, que não tinha visto por causa da pouca luz.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Todos à Manif!
Apesar de reunir as condições: ser licenciado, mal pago e viver em casa dos pais, não irei ao protesto convocado para o dia 12 de Março para celebração da Geração à Rasca.
Não vou por duas razões. Primeiro porque acho que os sindicatos e os partidos de esquerda não vão resistir à tentação de tomar conta da manifestação, e esta vai passar a acto político em vez do acto social que deveria ser. Segundo porque não acredito nas razões desta manifestação, e passo a explicar.
Não pertenço à geração que agora esta no poder no governo e empresas deste país, sou novo demais. Esta, a Geração Enrasca, é um produto do estado novo, que os formou para serem uma geração de corruptos, sem moral, sem ideais e apenas com vontade de se desenrascarem de qualquer maneira, nem que para isso tenham de enrascar os outros. É verdade que isto, só por si, seria razão para uma manifestação, para ver se eles ganham vergonha, mas parece-me que isso é cada vez mais uma miragem.
Agora aparece-nos a Geração à Rasca, sucedânea da Geração Enrasca e dos lindo sonho salazarista que é: já tenho um curso superior, cumpri a minha parte, agora arranjem-me um bom emprego onde eu ganhe bem sem ter de me esforçar muito, sem estar sujeito à precariedade e até ao fim dos meus dias. Pois é, antes do 25 de Abril ter um curso superior era sinónimo de tudo isto e mais um par de botas; agora já não é.
Penso que o perpetuar desta linha de pensamento é o que nos leva ao abismo. A falta de vontade de andar para a frente, de arriscar, de se lançar em voos para além da realidade está ausente desta geração. Eles vão para a rua manifestar-se porque querem ser iguais aos pais, pela estabilidade, por ordenados melhores, pela possibilidade de reforma. Como sempre, e tão convenientemente neste casos, há que culpar alguém ou alguma coisa pelo que não temos. A Geração à Rasca culpa o Governo, o Governo a conjuntura e a especulação internacional.
Tudo isto é coroado com uma cantiga que se está a tornar o hino desta geração, Parva que Sou dos Deolinda, em que uma parte reza assim:
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Este bocado, que arrancou aplausos à plateia no Coliseu, diz bem do estado das coisas. Adia-se o marido e os filhos, mas o carrinho não, que isso, sim, é uma parte importante da vida.
Não vou por duas razões. Primeiro porque acho que os sindicatos e os partidos de esquerda não vão resistir à tentação de tomar conta da manifestação, e esta vai passar a acto político em vez do acto social que deveria ser. Segundo porque não acredito nas razões desta manifestação, e passo a explicar.
Não pertenço à geração que agora esta no poder no governo e empresas deste país, sou novo demais. Esta, a Geração Enrasca, é um produto do estado novo, que os formou para serem uma geração de corruptos, sem moral, sem ideais e apenas com vontade de se desenrascarem de qualquer maneira, nem que para isso tenham de enrascar os outros. É verdade que isto, só por si, seria razão para uma manifestação, para ver se eles ganham vergonha, mas parece-me que isso é cada vez mais uma miragem.
Agora aparece-nos a Geração à Rasca, sucedânea da Geração Enrasca e dos lindo sonho salazarista que é: já tenho um curso superior, cumpri a minha parte, agora arranjem-me um bom emprego onde eu ganhe bem sem ter de me esforçar muito, sem estar sujeito à precariedade e até ao fim dos meus dias. Pois é, antes do 25 de Abril ter um curso superior era sinónimo de tudo isto e mais um par de botas; agora já não é.
Penso que o perpetuar desta linha de pensamento é o que nos leva ao abismo. A falta de vontade de andar para a frente, de arriscar, de se lançar em voos para além da realidade está ausente desta geração. Eles vão para a rua manifestar-se porque querem ser iguais aos pais, pela estabilidade, por ordenados melhores, pela possibilidade de reforma. Como sempre, e tão convenientemente neste casos, há que culpar alguém ou alguma coisa pelo que não temos. A Geração à Rasca culpa o Governo, o Governo a conjuntura e a especulação internacional.
Tudo isto é coroado com uma cantiga que se está a tornar o hino desta geração, Parva que Sou dos Deolinda, em que uma parte reza assim:
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Este bocado, que arrancou aplausos à plateia no Coliseu, diz bem do estado das coisas. Adia-se o marido e os filhos, mas o carrinho não, que isso, sim, é uma parte importante da vida.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
À murraça
Uma vez, no futebol, aconteceu-me uma daquelas que só me acontecem a mim. O Sporting falhou um golo de baliza aberta e eu manifestei a minha indignação com um soco no ar.
Tanto azar que a cabeça do meu vizinho da frente estava mesmo por baixo do meu punho, e acabaram por se encontrar (a cabeça dele e o meu punho).
Eu desfiz-me em desculpas e o pobre sujeito passou o resto do jogo agarrado ao alto da cabeça.
Não voltou a aparecer durante algum tempo no estádio. Mas deve ter sido, com certeza, pelo Sporting andar a jogar tão mal.
Tanto azar que a cabeça do meu vizinho da frente estava mesmo por baixo do meu punho, e acabaram por se encontrar (a cabeça dele e o meu punho).
Eu desfiz-me em desculpas e o pobre sujeito passou o resto do jogo agarrado ao alto da cabeça.
Não voltou a aparecer durante algum tempo no estádio. Mas deve ter sido, com certeza, pelo Sporting andar a jogar tão mal.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Mais uma confissão: Não gosto da Christina
Mas gosto desta música e, particularmente, do vídeo. Achei genial a ideia das três Christinas, com várias cores de cabelo e fundos a condizer. Muito 40's (em consonância com a música, aliás).
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
The Perfect European Should Be...
Cheguei a ter uma T-shirt com esta imagem, penso que de autoria de um humorista Belga.
Faz-me sempre lembrar uma velha televisão que havia em casa dos meus avós que, de vez em quando, se "engasgava" e a imagem começava a saltar.
Nessa altura alguém tinha de se levantar e assentar-lhe um valente estaladão de lado. Era remédio santo; passavam-lhe logo os soluços.
Technical as a Portuguese.
Faz-me sempre lembrar uma velha televisão que havia em casa dos meus avós que, de vez em quando, se "engasgava" e a imagem começava a saltar.
Nessa altura alguém tinha de se levantar e assentar-lhe um valente estaladão de lado. Era remédio santo; passavam-lhe logo os soluços.
Technical as a Portuguese.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
The White Stripes - Seven Nation Army
Acabou oficialmente no dia 2 de Fevereiro uma das minhas bandas preferidas, os White Stripes. Aqui deixo em jeito de homenagem uma da suas músicas mais emblemáticas.
The Green Hornet
E pronto, o Sporting lá perdeu mais um jogo - raisparta o Sporting - e assim aproveito e descarrego a minha bilis neste filme.
É um sério concorrente ao título de pior filme de sempre, e destrona o Tron como pior filme do ano.
Mais um filme em 3D que só serve para nos encarecer o bilhete, e nos obrigar a pagar mais um par de óculos (acho que este ano vou decorar a árvore de natal com óculos 3D).
Escrito e protagonizado pelo Seth Rogen o filme é uma série de "gags" do próprio sobre a sua figura. Deve achar que tem muita piada e que isso chega para fazer um filme.
Safa-se o Christoph Waltz, que não consegue representar mal, e chega mesmo a ser a única coisa decente no filme.
O filme é mesmo muito mau. Mas como isto do humor é relativo até pode ser que haja quem lhe ache piada. Eu não.
É um sério concorrente ao título de pior filme de sempre, e destrona o Tron como pior filme do ano.
Mais um filme em 3D que só serve para nos encarecer o bilhete, e nos obrigar a pagar mais um par de óculos (acho que este ano vou decorar a árvore de natal com óculos 3D).
Escrito e protagonizado pelo Seth Rogen o filme é uma série de "gags" do próprio sobre a sua figura. Deve achar que tem muita piada e que isso chega para fazer um filme.
Safa-se o Christoph Waltz, que não consegue representar mal, e chega mesmo a ser a única coisa decente no filme.
O filme é mesmo muito mau. Mas como isto do humor é relativo até pode ser que haja quem lhe ache piada. Eu não.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Tron - O Legado 3D
Já sabia que ia ser uma banhada, estava suficientemente informado pela crítica e pela net, mas mesmo assim quis ver.
Eu explico: Vi o Tron (original) na minha meninice e o filme contribuiu decisivamente para o meu gosto pela informática. Saí do cinema a alimentar sonhos de ser programador informático de jogos e à conta dele passei dias da minha vida entretido com o meu velho ZX Spectrum. Como máquina de jogos e como campo de exploração de programação.
Portanto a minha ligação ao filme original é passional, e daí que tenha tido a "necessidade" de rever este universo.
Estava esperançado que o filme fosse um género de Avatar, uma história banal com efeitos estonteantes. Acertei na primeira parte.
Quanto à história revela uma desinspirante falta de imaginação, um pastiche onde, aqui e ali, se repetiam soluções para o argumento mais que vistas noutros filmes. Portanto o filme não é mais que uma longa sucessão de "deja-vu's".
O maior problema, no entanto, é que essa enorme falta de imaginação passa do argumento para a cinematografia. O 3D é praticamente ineficaz, os efeitos "giritos" mas pouco entusiasmantes e, pior que tudo, o grafismo é uma mera "limpeza" do grafismo do original. As mesmas naves, motas, carros, etc., abrilhantados com umas luzinhas.
Ia à espera de uma história fraca mas com efeitos visuais para marcar a próxima década. Enganei-me. Aliás, se isto é o legado do Tron, ando enganado há muito tempo.
A evitar.
Eu explico: Vi o Tron (original) na minha meninice e o filme contribuiu decisivamente para o meu gosto pela informática. Saí do cinema a alimentar sonhos de ser programador informático de jogos e à conta dele passei dias da minha vida entretido com o meu velho ZX Spectrum. Como máquina de jogos e como campo de exploração de programação.
Portanto a minha ligação ao filme original é passional, e daí que tenha tido a "necessidade" de rever este universo.
Estava esperançado que o filme fosse um género de Avatar, uma história banal com efeitos estonteantes. Acertei na primeira parte.
Quanto à história revela uma desinspirante falta de imaginação, um pastiche onde, aqui e ali, se repetiam soluções para o argumento mais que vistas noutros filmes. Portanto o filme não é mais que uma longa sucessão de "deja-vu's".
O maior problema, no entanto, é que essa enorme falta de imaginação passa do argumento para a cinematografia. O 3D é praticamente ineficaz, os efeitos "giritos" mas pouco entusiasmantes e, pior que tudo, o grafismo é uma mera "limpeza" do grafismo do original. As mesmas naves, motas, carros, etc., abrilhantados com umas luzinhas.
Ia à espera de uma história fraca mas com efeitos visuais para marcar a próxima década. Enganei-me. Aliás, se isto é o legado do Tron, ando enganado há muito tempo.
A evitar.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A minha aventura com a Sophie Marceau
Um dia ouvi dizer que a Sophie Marceau iria estar em Lisboa para a estreia de um filme (se bem me lembro o 007 em que apareceu). Sempre fui um admirador dela (como actriz, claro, como actriz) desde os tempos do "La Boom - A Primeira Festa".
Agarrei na namorada e disse-lhe:
- Vamos para o Monumental que eu quero ver a Sophie Marceau.
Ela estranhou um bocadito, que eu, geralmente, não sou dado a estas coisas. Mas a curiosidade levou a melhor e lá fomos para o Monumental.
Uma vez lá fomos às salas de cinema, corremos o centro, e nada de Sophie Marceau.
A namorada, que já não estava a gostar da brincadeira, disse-me que não vinha lá ninguém, que eu tinha sonhado com aquilo e que devíamos era ir embora; isto enquanto eu olhava, embevecido, para a Sophie Marceau que passava por trás dela.
E disse-lhe:
- Ah não que não vem. Acabou de passar por trás de ti!
A namorada voltou-se, mas já não a conseguiu ver.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O Turista
Não é muito mau, mas se calhar escrevo isto porque não estava à espera de grande coisa.
A história é morna, a acção não convincente e, definitivamente, não há "química" entre a Jolie e o Depp.
Ao contrário do que já li por aí, não me parece que o Johnny esteja a ficar gordo, acho que foi propositado para o papel, para melhor aparecer como o anti-herói; no entanto não pega.
Aquilo que achei verdadeiramente surpreendente no filme, é a semelhança com o "Anthony Zimmer" um filme francês com uns poucos anos, protagonizado pela Sophie Marceau. Dir-se-ia um remake, mas não vi referência a isso em lado nenhum.
O filme francês, apesar de não ser grande coisa, sempre é melhor que este, embora, confesso, o meu coração hesite entre a Angelina e a Sophie.
A Angelina não me desiludiu: ainda rouba as cenas onde entra e não está melhor actriz desde o "Salt".
De todo em todo não me parece que valha os 6 (!?) aéreos de um bilhete de cinema, nem pelas cenas de Veneza que me pareceram montagens manhosas à anos 40.
Vejo-lhe uma vantagem no entanto: é filmado em steady cam, o que nos dias que correm pode ser considerado uma raridade.
A história é morna, a acção não convincente e, definitivamente, não há "química" entre a Jolie e o Depp.
Ao contrário do que já li por aí, não me parece que o Johnny esteja a ficar gordo, acho que foi propositado para o papel, para melhor aparecer como o anti-herói; no entanto não pega.
Aquilo que achei verdadeiramente surpreendente no filme, é a semelhança com o "Anthony Zimmer" um filme francês com uns poucos anos, protagonizado pela Sophie Marceau. Dir-se-ia um remake, mas não vi referência a isso em lado nenhum.
O filme francês, apesar de não ser grande coisa, sempre é melhor que este, embora, confesso, o meu coração hesite entre a Angelina e a Sophie.
A Angelina não me desiludiu: ainda rouba as cenas onde entra e não está melhor actriz desde o "Salt".
De todo em todo não me parece que valha os 6 (!?) aéreos de um bilhete de cinema, nem pelas cenas de Veneza que me pareceram montagens manhosas à anos 40.
Vejo-lhe uma vantagem no entanto: é filmado em steady cam, o que nos dias que correm pode ser considerado uma raridade.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Barracadas
Este fim-de-semana lá dei mais uma das minha proverbiais barracadas.
Fui a um bar, com um amigo, onde tocava ao vivo uma banda. às páginas tantas diz o vocalista para a audiência:
- Hoje temos a sorte de ter connosco o nosso amigo Frederico.
Ao que eu disse ao meu amigo:
- Sorte dele, azar nosso!
É claro que o Frederico era o gajo que estava mesmo à nossa frente e que ficou a olhar para mim enquanto era chamado ao palco.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Nem de Propósito
Hoje o DN trás um artigo sobre a paixão em que falam de tudo o que eu disse no post anterior, e até lhe acrescentam noites sem dormir. E no fim dizem que estar apaixonado faz bem à saúde. Pois eu cá mantenho a minha opinião.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Da paixão
Acontecimentos recentes trouxeram-me à memória conversas que tinha com colegas, nos dias intermináveis da faculdade, em que se matava o tédio conversando sobre tudo e mais alguma coisa.
Sobre o tema paixão era grande o declive, especialmente com os colegas do sexo feminino.
Eu era da opinião que a paixão é um sentimento inútil e improdutivo. Uma pessoa apaixonada não se consegue concentrar, vem-lhe a todo o momento à memória a pessoa amada. Não pensa em mais nada e em mais ninguém para além do objecto da sua paixão. E a coisa ainda piora se não for correspondido, aqui passa os dias em autolamentação, a elaborar estratégias para se encontrar com a pessoa em questão, a pensar no que lhe vai dizer quando a vir.
É claro que as minhas colegas me diziam: "Isso dizes tu porque nunca estiveste verdadeiramente apaixonado".
Talvez tenham razão, mas passados anos, e algumas paixões, continuo a achar a paixão um sentimento péssimo e egoísta, que mesmo correspondido só nos traz ansiedade. Ao ver os animais no cio, pergunto-me se não será a paixão um resquício fisiológico de uma altura em que os nossos antepassados, sejam eles quais forem, tivessem cio.
De uma maneira ou de outra, não gosto de me apaixonar. Mas palpita-me que ainda vou passar por isso pelo menos mais uma vez.
Sobre o tema paixão era grande o declive, especialmente com os colegas do sexo feminino.
Eu era da opinião que a paixão é um sentimento inútil e improdutivo. Uma pessoa apaixonada não se consegue concentrar, vem-lhe a todo o momento à memória a pessoa amada. Não pensa em mais nada e em mais ninguém para além do objecto da sua paixão. E a coisa ainda piora se não for correspondido, aqui passa os dias em autolamentação, a elaborar estratégias para se encontrar com a pessoa em questão, a pensar no que lhe vai dizer quando a vir.
É claro que as minhas colegas me diziam: "Isso dizes tu porque nunca estiveste verdadeiramente apaixonado".
Talvez tenham razão, mas passados anos, e algumas paixões, continuo a achar a paixão um sentimento péssimo e egoísta, que mesmo correspondido só nos traz ansiedade. Ao ver os animais no cio, pergunto-me se não será a paixão um resquício fisiológico de uma altura em que os nossos antepassados, sejam eles quais forem, tivessem cio.
De uma maneira ou de outra, não gosto de me apaixonar. Mas palpita-me que ainda vou passar por isso pelo menos mais uma vez.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O segredo dos Seus Olhos

Duas histórias de amor que se cruzam, uma violentamente interrompida e outra impossível por o protagonista não acreditar na sua possibilidade. E assim vêmo-lo obsessivamente envolvido na resolução do mistério da morte de uma rapariga e na sua vingança, em substituição da sua própria história de amor.
A ver, definitivamente.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Raquel
Em tempos tive uma cadela, ou melhor, o meu avô tinha uma cadela, porque ele é que era o verdadeiro dono do bicho.
A cadela, de seu nome Raquel, tinha um feitio picado das bexigas e era muito ciosa do seu "espaço vital". Por espaço vital entenda-se o aquecedor a gás que o meu avô acendia, exclusivamente para o bichinho, no inverno e a pedido deste. Sim, a pedido dela; a Cadela dava patadas no aquecedor enquanto gania e o meu avô ia a correr ligar o aparelho enquanto dizia: "Coitadinha. Tens frio não é?"
Excusado será dizer que o resto da malta bem podia resmungar a dizer que tinha frio que o meu avô dizia logo: "Ora, ora. Vistam mais uma camisola". E nada de acender o aquecedor.
Pois naquela altura também havia lá em casa uma prima espanhola, a Carmela, a quem nós carinhosamente chamávamos a Caramela, que entendia que também tinha direito a instalar-se à frente do aquecedor, no inverno.
Era ver a fita. A minha avó avisava: "Ó Carmela, não te chegues ao aquecedor que a cadela não gosta". Ao que esta respondia: "Ora essa, também tenho direito!".
Já a cadela não queria saber de direitos de ninguém: duas rosnadelas para avisar e à terceira, dentada!
E claro, ninguém se atrevia a tirar dali o bicho, não fosse o meu avô zangar-se.
A cadela, de seu nome Raquel, tinha um feitio picado das bexigas e era muito ciosa do seu "espaço vital". Por espaço vital entenda-se o aquecedor a gás que o meu avô acendia, exclusivamente para o bichinho, no inverno e a pedido deste. Sim, a pedido dela; a Cadela dava patadas no aquecedor enquanto gania e o meu avô ia a correr ligar o aparelho enquanto dizia: "Coitadinha. Tens frio não é?"
Excusado será dizer que o resto da malta bem podia resmungar a dizer que tinha frio que o meu avô dizia logo: "Ora, ora. Vistam mais uma camisola". E nada de acender o aquecedor.
Pois naquela altura também havia lá em casa uma prima espanhola, a Carmela, a quem nós carinhosamente chamávamos a Caramela, que entendia que também tinha direito a instalar-se à frente do aquecedor, no inverno.
Era ver a fita. A minha avó avisava: "Ó Carmela, não te chegues ao aquecedor que a cadela não gosta". Ao que esta respondia: "Ora essa, também tenho direito!".
Já a cadela não queria saber de direitos de ninguém: duas rosnadelas para avisar e à terceira, dentada!
E claro, ninguém se atrevia a tirar dali o bicho, não fosse o meu avô zangar-se.
Lisbon Walker
Não fosse já ter programa para amanhã (vou à Batalha ver a Expo Moto) não falhava. São 10 aéreos mas vale bem a pena e, se tiverem sorte, apanham a melhor guia da cidade, a Catarina.
Lisbon Walker Todos os 1ºs sábados de cada mês a Lisbon Walker organiza um passeio diferente. ...No próximo dia 5 de Fevereiro, às 14h30, venha passear connosco pela 7a colina. Trata-se de um passeio que nos leva pela mão de Fernando Pessoa, ao encontro de Cafés e sítios onde poetas, revolucionários e vanguardistas fizeram história, numa visita pelo Bairro Alto.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Como se livrar da mulher
Um inglês, trabalhador do SEF lá do sítio, fartou-se da mulher e vai daí resolveu meter o nome dela na lista de perigosos terroristas para ver se o safavam dela (podem ler a notícia aqui).
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Kino
Como de costume nesta altura do ano, está no São Jorge o Festival de Cinema de Língua Alemã, Kino de seu nome, com alguns dos melhores filmes do ano feitos na Alemanha, Áustria e Suíça.
Como habitualmente, também, faço questão de ver pelo menos um filme e, este ano, vou-me ficar mesmo só por um, o do encerramento, amanhã pelas 21:30h.
Em honra ao festival, e à Lua Nova, significado de mudança e transição, da passagem das trevas para a luz, do ocaso para o crescimento, aqui deixo um dos mais brilhantes monólogos da história do cinema.
Do filme "Nas Asas do Desejo" de Wim Wenders:
Como habitualmente, também, faço questão de ver pelo menos um filme e, este ano, vou-me ficar mesmo só por um, o do encerramento, amanhã pelas 21:30h.
Em honra ao festival, e à Lua Nova, significado de mudança e transição, da passagem das trevas para a luz, do ocaso para o crescimento, aqui deixo um dos mais brilhantes monólogos da história do cinema.
Do filme "Nas Asas do Desejo" de Wim Wenders:
domingo, 30 de janeiro de 2011
O amor, o amor
Em português não é fácil escrever sobre o amor sem a coisa ficar lamechas, e ainda menos se se trata duma cantiga. Mas o Sérgio Godinho faz com que coisa pareça fácil, e ainda acrescenta à música um metalofone para lhe dar uma sonoridade aérea, apaixonada.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Mal vestido, eu?
Hoje, o meu querido colega Johnny resolveu enviar-me, com conhecimento para toda a empresa, um e-mail a felicitar-me pela atribuição da minha nova função comercial.
Depois dos parabéns rematou o texto com uma frase do género: "e aproveita os saldos que acabam já neste fim-de-semana".
Está descansado Johnny que, apesar do que dizem as habituais línguas viperinas da empresa, eu sei o que tu querias dizer.
Depois dos parabéns rematou o texto com uma frase do género: "e aproveita os saldos que acabam já neste fim-de-semana".
Está descansado Johnny que, apesar do que dizem as habituais línguas viperinas da empresa, eu sei o que tu querias dizer.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Colegas
Há tempos fui ao cinema ao Cinema City Classic em Alvalade onde já foi a Igreja Maná, e um outro cinema.
O filme que fui ver não era em "steady cam" portanto apanhei a enjoadela do costume. Aguentei cerca de uma hora de filme e tive de sair da sala.
Enquanto esperava por quem me acompanhou à sessão, apareceu-me um daqueles residentes do Júlio de Matos que normalmente por ali deambulam durante o dia antes do recolher.
O dito aproximou-se de mim e disparou:
- Ó colega, não me empresta 60 cêntimos para um cafezinho?
Fiquei desarmado com o "colega" e lá lhe paguei o café.
O filme que fui ver não era em "steady cam" portanto apanhei a enjoadela do costume. Aguentei cerca de uma hora de filme e tive de sair da sala.
Enquanto esperava por quem me acompanhou à sessão, apareceu-me um daqueles residentes do Júlio de Matos que normalmente por ali deambulam durante o dia antes do recolher.
O dito aproximou-se de mim e disparou:
- Ó colega, não me empresta 60 cêntimos para um cafezinho?
Fiquei desarmado com o "colega" e lá lhe paguei o café.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
A filha da Floribela
Corre por aí que a filha da Floribela se vai chamar Lyonce. Ainda bem que o rapaz é do Sporting, se fosse do Porto a criança tinha ficado Drangonce.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Anos 80
A propósito dos anos 80 significarem, para a geração jovem actual, mais ou menos o mesmo que os anos 60 significaram para a minha, dizia-me um amigo o outro dia que uma colega dele, jovem, lhe dizia que adorava os anos 80 e até tinha um "leitor de vinilos".
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Uma confissão: Gosto da Márcia
Porque já há algum tempo que uma música portuguesa não me entusiasmava tanto.
"Cabra-Cega", Márcia Santos, do Álbum "Dá"
"Cabra-Cega", Márcia Santos, do Álbum "Dá"
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Sapatices
Conversa com o meu Pai:
- Hoje fui arranjar os meus sapatos.
- Ah sim?
- Pois, queria arranjar só um porque o outro até estava bom.
- Ó Pai, os sapatos têm de arranjar os dois ao mesmo tempo. Até acho esquisito que o sapateiro te tenha aceite só um para arranjar.
- Pois é, tive de ir de volta a casa para ir buscar o outro.
- Hoje fui arranjar os meus sapatos.
- Ah sim?
- Pois, queria arranjar só um porque o outro até estava bom.
- Ó Pai, os sapatos têm de arranjar os dois ao mesmo tempo. Até acho esquisito que o sapateiro te tenha aceite só um para arranjar.
- Pois é, tive de ir de volta a casa para ir buscar o outro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Macambúzios
Hoje o meu despertador (deve ser uma despertadora) teve um ataque dos dele e resolveu não tocar de manhã. Acordei uma hora mais tarde do que devia e, claro, apanhei um trânsito fenomenal.
Não habituado a sair tão tarde de casa fui-me entretendo a observar os restantes condutores, e peões, que se me atravessaram no caminho.
A maior parte das pessoas, para não dizer todas, ostentam logo pela manhã umas valentes trombas. Nem a música da rádio nem os, agora tão em voga, disparates berrados pelos animadores parecem animar esta gente.
É particularmente gratificante quando olhamos para o carro do lado e vemos uma moça, que até podia ser toda jeitosa, virar-nos uma cara que nos diz: "põe-te a milhas!"
Não habituado a sair tão tarde de casa fui-me entretendo a observar os restantes condutores, e peões, que se me atravessaram no caminho.
A maior parte das pessoas, para não dizer todas, ostentam logo pela manhã umas valentes trombas. Nem a música da rádio nem os, agora tão em voga, disparates berrados pelos animadores parecem animar esta gente.
É particularmente gratificante quando olhamos para o carro do lado e vemos uma moça, que até podia ser toda jeitosa, virar-nos uma cara que nos diz: "põe-te a milhas!"
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Porque nem só de imagens vive o cinema
Curiosamente, num filme com um tom geral cómico e leve, o momento melhor conseguido, na minha opinião, aquele que mais me marcou, é a parte negra e pesada do funeral. Sem música, sem imagens de grande pranto, tudo nos é transmitido pela simplicidade do poema "Funeral blues" de W. H. Auden e a leitura de John Hannah. Um grande momento de cinema:
De "Four Weddings and a funeral"
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
Fresquinhas
Uns meses depois de ter ido para Peniche para trabalhar sentei-me numa explanada, que pertencia a uma pessoa que trabalhava para a mesma empresa que eu, para beber uma cerveja.
Depois das habituais e efusivas saudações que acontecem nas terras pequenas perguntou-me o que eu queria beber, ao que lhe respondi: "uma cerveja".
Para minha surpresa ele perguntou-me de seguida: "Fresca?".
Como pensei que estivesse a brincar comigo respondi-lhe: "E com gás!".
Estranhei a cara de espanto que ele fez, mas ele lá me trouxe a cerveja e eu bebi-a.
Mais tarde vim a perceber que fresca era "código" para cerveja em copo frio.
Depois das habituais e efusivas saudações que acontecem nas terras pequenas perguntou-me o que eu queria beber, ao que lhe respondi: "uma cerveja".
Para minha surpresa ele perguntou-me de seguida: "Fresca?".
Como pensei que estivesse a brincar comigo respondi-lhe: "E com gás!".
Estranhei a cara de espanto que ele fez, mas ele lá me trouxe a cerveja e eu bebi-a.
Mais tarde vim a perceber que fresca era "código" para cerveja em copo frio.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Bailaricos
Um amigo meu, boliviano, teve a mãe e uma tia cá em Portugal para uma visita.
Para passar o tempo as senhoras foram a um dos muitos bailes de terceira idade que há por essa Lisboa fora.
Uma delas dizia-me:
- Esses velhos são uns manhosos. Por fora já não conseguem nada (acho que o Viagra ainda não está muito difundido na Bolívia) mas dentro da cabeça ainda têm tudo. Cá a mim, se me tentam agarrar, eu enxoto-os logo!
Enquanto a outra dizia:
- Pois cá eu, se não me agarram eles, agarro-os eu!
Para passar o tempo as senhoras foram a um dos muitos bailes de terceira idade que há por essa Lisboa fora.
Uma delas dizia-me:
- Esses velhos são uns manhosos. Por fora já não conseguem nada (acho que o Viagra ainda não está muito difundido na Bolívia) mas dentro da cabeça ainda têm tudo. Cá a mim, se me tentam agarrar, eu enxoto-os logo!
Enquanto a outra dizia:
- Pois cá eu, se não me agarram eles, agarro-os eu!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Das viagens
E lá voltei eu do Porto, depois dois cansativos dias de reuniões em que Sol esteve sempre eclipsado.
Como de costume a conduzir o Johnny. O Johnny é bom rapaz, mas um bocadito distraído, não consegue falar sem gesticular e sem olhar para o interlocutor. O que faz com que não raras vezes durante a viagem as duas mãos estejam fora do volante enquanto olha para o ocupante do lugar-do-morto, neste caso eu, e o carro se desvie da sua trajectória.
São sempre viagens emocionantes.
Como de costume a conduzir o Johnny. O Johnny é bom rapaz, mas um bocadito distraído, não consegue falar sem gesticular e sem olhar para o interlocutor. O que faz com que não raras vezes durante a viagem as duas mãos estejam fora do volante enquanto olha para o ocupante do lugar-do-morto, neste caso eu, e o carro se desvie da sua trajectória.
São sempre viagens emocionantes.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Ano novo vida velha
Porque a médica mandou, porque os anos pesam e porque o calendário Pirelli já mete homens, voltei hoje às minhas lides desportivas. Inscrevi-me num ginásio e já fiz a avaliação, nada de extraordinário a assinalar; uns quilitos a mais (tenho de emagrecer vinte), uma excelente performance nas flexões (duas e meia) e abdominais de fazer inveja a um jovem participante do "The Biggest Looser" (quase onze).
Vêmo-nos daqui a vinte quilos!
Vêmo-nos daqui a vinte quilos!
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